Foto: Arquivo JB Telles

Recém-encerrados na cidade de Blumenau, os Joguinhos Abertos de Santa Catarina, já na sua 38ª edição, me trazem belas recordações. Primeiro pela forma como a competição foi criada, em 1988. Eu era assessor da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, que tinha como titular a professora Zuleika Mussi Lenzi e o Diretor de Esportes, o saudoso Felipe Abrahão Neto (Feio). Foi quando aportou na secretaria o projeto do também saudoso professor Luiz Carlos Barbosa (Kalu) propondo a criação dos Joguinhos, uma competição que tinha como finalidade oferecer uma sequência de disputa aos atletas que vinham dos Jogos Escolares, proporcionando uma qualificação para quem sonhava com os já consagrados Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), criados por Arthur Schlösser e cuja primeira edição fora realizada em 1960, na cidade de Brusque.

O começo

O projeto dos joguinhos de imediato foi aprovado e executado. E coube a cidade de Curitibanos (terra natal do Feio) promover o lançamento da competição. Fiz o cerimonial de instalação do evento (como de vários outros Joguinhos e Jasc) e coordenei a instalação do Centro de Imprensa com a novidade recém-chegada, que era o acompanhamento de resultados, pontuações e mapas de classificações pela equipe do CIASC (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina). Poucos veículos tinham computadores para se adaptar à modernidade e os velhos aparelhos de telex, ainda estavam em moda. Para suprir a necessidade, fomos até a sede da Embratel, em Lages, pedir socorro e conseguimos instalar um telex para cada veículo impresso presente. Se bem me lembro eram A Notícia (Joinville) que já usava seu próprio aparelho, Diário Catarinense (Florianópolis) já criado no moderno sistema da informática, Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e as redações das principais televisões, que destacavam a cobertura. Foi um sucesso.

A realidade

Foto: Arquivo JB Tells

Não sei se hoje o interesse pela competição é o mesmo, mas a cobertura gerada pela Assessoria de Comunicação da Fesporte, liderada pelo competente jornalista Guilherme Brazzalle, foi digna dos maiores elogios e me fez relembrar os velhos e bons tempos de um projeto que não só precisa ter a melhor continuidade, como avançar na sustentação ao desporto catarinense. É ali, especialmente na base escolar que nascem grandes campeões, mas onde a presença oficial ainda é inexpressiva. Os exemplos dessa falta de integração – poder público/base – estão expostos diariamente. Basta lembrar quantos atletas chegaram e ainda chegam ao topo de suas consagrações, longe do necessário apoio oficial. E, num Estado onde o sucesso do sistema desportivo está alicerçado na ação municipal, cada dia mais se faz necessária o apoio estadual para minimizar os problemas enfrentados pelas prefeituras municipais.

Recolhi dos meus arquivos duas fotos que registram parte da cobertura à qual me referi, na primeira edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. Não sei se algum dos personagens ainda está na ativa. Confira.

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