Inovar é preciso, crescer é uma exigência

Estamos avistando o final do mês de setembro e ainda nada decidimos sobre o futuro do nosso futebol. Como produzir produtos rentáveis, vencedores, sem uma necessária e sustentável programação? O que podem planejar os clubes do futebol catarinense se até agora não sabem o que vão fazer no próximo ano? A simples competição que vão ou podem disputar é muito pouco para vencer fora de campo, tanto ou mais do que dentro dele. O sucesso de uma competição profissional imagino estar alicerçado em qualidade e planejamento, dois importantes itens ausentes até o momento. De mãos amarradas, a federação não pode se antecipar no seu projeto, sem que a mãe CBF o faça e ela, por seu turno, está presa à superior determinação da CONMEBOL. Só esta, ao que parece, tem certeza do que pode fazer diante do sempre antecipado calendário FIFA. Uma hierarquia que beneficia os degraus mais altos.
Faz muito tempo que o futebol não pode ser encarado apenas como um entretenimento, e muito menos simplesmente como uma paixão nacional. Mas continuamos a pensar só nisso.
Controvérsias
O manifesto assinado por clubes em favor das bets e contra as medidas que o governo pretende adotar para “frear” a irracional jogatina incentivada através da paixão do futebol, destaca o potencial financeiro dos investimentos que eles recebem. O teor do longo documento, no entanto, tem alguns pontos controversos. Um deles, quando cita “se acabar com o mercado regulado, as apostas não acabam. O futebol é quem acaba”. Não penso assim e lembro que o Brasil é considerado o país do futebol, com cinco títulos mundiais, muito distante dos tempos das bets. Aliás, com elas, ganhamos muito pouco.
Não tiro a razão dos manifestantes, em pleno direito de defender suas instituições.
E, pelo que sei, a ameaça não vai passar de um jogo de cena. Outros vícios serão proibidos, mas as apostas vão continuar e os clubes, delas dependentes.
Aguardemos.
