Para resolver um problema que está cada dia mais enervante no futebol, especialmente o brasileiro, diferentes medidas estão sendo estudadas, algumas já em discussão e outras em ação. Aliás, entre a discussão e a ação a distância está gigantesca.

Num passado recente fui à um jogo entre dois clubes cujas diferenças técnicas afloravam. No campo, no entanto, a igualdade no resultado (zero a zero) deixou a torcida atônita e irritada. Eu, incluso. O time de menor qualificação passou a maior parte da partida usando de absurdos métodos para evitar que o adversário jogasse, retardando de forma exagerada a reposição da bola para o jogo. Conivente com tudo, o árbitro não se envolvia na evidente agressão às leis, muito menos na violação aos propósitos esportivos.

Quem assiste futebol testemunha isso com certa frequência. E os agressores da Lei costumam passar imunes e impunes como se estivem protegidos para a transgressão.

Durante a Copa do Mundo a Fifa já aplicou algumas regras que diminuíram – mas ainda não o suficiente – as reprováveis atitudes. E, após o mundial, outras ações estão sendo aguardadas para acabar de vez com a pior das ceras, aquela teatral encenação dos goleiros. Só que enquanto por aqui discutem “diferenças” na aplicação de protocolos para evitar a cera, especialmente a irritante farsa dos goleiros quando o time está ganhando, a Premier League já anunciou a sua experiência para cessar as escandalosas encenações.

Segundo o proposto, sempre que uma partida for interrompida para atendimento médico ao goleiro, exceto em situações específicas previstas no protocolo, o técnico da equipe terá 10 segundos para indicar um jogador de linha para deixar o gramado por um minuto após o reinício da partida. Caso ninguém seja escolhido dentro do prazo, o capitão da equipe cumprirá a punição temporária.

É importante destacar que o protocolo possui exceções. O jogador de linha não precisará sair quando houver choque entre goleiro e outro atleta, lesões decorrentes de falta que exijam atendimento imediato, suspeita de concussão, sangramento, substituição do goleiro ou qualquer ocorrência.

E aí, você concorda com a iniciativa?

Eu, que detesto essa zorra de cera, espero que seja aprovada.

O poste e o cachorro

É preciso, igualmente, dar poderes aos árbitros para punir jogadores que não se contentam em atuar com os pés e com a cabeça e estão exagerando no uso dos dedos.

Se com os pés eles nem sempre conseguem concretizar suas tentativas de acertos; com a cabeça são incapazes de raciocinar e medir as consequências criadas pelas ações dos seus dedos indicadores, que se movimentam encostados no nariz dos árbitros. Esses, de maneira covarde, fazem de conta que estão com deficiência visual.

O que certamente se caracteriza uma inversão de autoridade que, como dizia um amigo meu, virou a história do poste mijando no cachorro.

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