PERSPECTIVA POLÍTICA – Quem também ajuda a informação a chegar
A coluna reconhece profissionais que facilitam o acesso à informação, candidatos de partidos diferentes manifestam respeito mútuo e os desdobramentos do STF colocam uma nova pergunta para a campanha presidencial.
Campanhas eleitorais são feitas por candidatos, partidos, militantes e muitos profissionais que trabalham longe dos espaços de maior visibilidade.
Entre eles estão os assessores de comunicação.
A coluna faz questão de registrar o trabalho desses profissionais porque informar o público durante uma eleição é fundamental.
É através das assessorias que muitas informações sobre agendas, posicionamentos, propostas e atividades dos candidatos chegam aos veículos de comunicação. E quanto maior o acesso à informação, maiores são as possibilidades de o eleitor conhecer aqueles que disputam o seu voto.
O reconhecimento
Ao longo desta campanha, a coluna tem mantido contato com diferentes assessorias e considera justo reconhecer profissionais que vêm realizando esse trabalho com disponibilidade e atenção às demandas de informação.

Fica aqui o registro para Carla Reche, assessora de Raimundo Colombo (PSD); Giancarlo Baraúna, assessor de Marcos Vieira (PSDB); e Márcio Pissócaro, assessor de Jorginho Mello (PL).
São profissionais que representam candidaturas diferentes e partidos diferentes.
Mas, para esta coluna, existe algo que está acima dessas diferenças:
quando uma assessoria facilita o acesso à informação, quem também ganha é o eleitor.
Quando o apoio atravessa os partidos
O jornalista e candidato a deputado federal Paulo Alceu (Republicanos) e a deputada estadual e candidata à reeleição Ana Campagnolo (PL) gravaram um vídeo no qual manifestam publicamente respeito e admiração pela trajetória um do outro.

O registro chama atenção por uma característica particular desta eleição.
Paulo e Ana pertencem a partidos diferentes e disputam cargos diferentes. Nas eleições proporcionais não existem coligações entre partidos.
Isso significa que cada candidatura precisa contribuir com votos para a própria legenda na disputa pelas respectivas cadeiras.
Um gesto com significado eleitoral
Mas existe outro lado dessa história.
Um eleitor pode perfeitamente votar em Paulo Alceu para deputado federal e Ana Campagnolo para deputada estadual.
Por isso, quando dois candidatos de partidos diferentes e com eleitorados que podem ter pontos de aproximação fazem uma manifestação pública de reconhecimento mútuo, o gesto também ganha significado eleitoral.
Cada um passa a ser apresentado positivamente para pessoas que acompanham o outro.
Não significa transferência automática de votos.
Mas, em uma eleição proporcional, na qual cada candidato procura ampliar seu alcance para além do eleitorado que já o conhece, ser apresentado por alguém que possui a confiança de outro público pode abrir novas portas.
E agora, o STF continuará na campanha?
A sessão desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal terminou sem uma definição.
Depois de horas de debates, divergências e momentos de forte tensão entre ministros, Flávio Dino pediu vista, interrompendo o julgamento.
A divisão interna da Corte ficou exposta no próprio plenário.
No momento da suspensão, o resultado provisório proclamado pelo presidente Edson Fachin era de 4 votos a 3 pela análise separada dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Não vamos entrar no mérito jurídico da discussão.
Nosso interesse é outro.
O julgamento também chegou à eleição
Nas últimas semanas, os acontecimentos envolvendo o Supremo deixaram os autos e passaram a ocupar espaço também na campanha presidencial.
Lula e Flávio Bolsonaro já abordaram o assunto em seus discursos e manifestações públicas, naturalmente a partir de perspectivas diferentes.
E isso ocorre justamente quando a disputa presidencial entra em sua reta decisiva.
Portanto, aquilo que acontece no Supremo possui hoje também uma dimensão política simplesmente porque os próprios candidatos incorporaram o assunto às suas campanhas.
O que acontece a partir de agora?
É exatamente isso que teremos de observar.
A interrupção do julgamento diminui o espaço do assunto na campanha ou as manifestações dos candidatos continuarão?
Lula e Flávio manterão o STF entre os temas de seus discursos ou outras pautas ocuparão esse espaço?
Não precisamos antecipar a resposta.
Nas próximas semanas, bastará acompanhar aquilo que os próprios candidatos farão.
Porque uma coisa já aconteceu:
o STF entrou na campanha. Agora veremos se permanecerá nela.
Hashtags: #PerspectivaPolítica #Eleições2026 #SantaCatarina #Política #PauloAlceu #AnaCampagnolo #RaimundoColombo #MarcosVieira #JorginhoMello #STF #Lula #FlávioBolsonaro #DMANotícias
