PERSPECTIVA POLÍTICA – Existem sinais de movimentação

Pesquisas começam a apresentar movimentos diferentes na disputa presidencial, DMA Notícias abre espaço gratuito para candidatos apresentarem suas propostas e Gelson Merísio investe R$ 1 milhão de recursos próprios em sua campanha

A campanha presidencial continua polarizada.

Mas existe algo novo acontecendo.

A temperatura aumentou.

E parte desse aumento está relacionada aos acontecimentos que envolvem o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e investigações que ganharam enorme repercussão política nas últimas semanas.

Estamos falando de poderes e instituições distintos.

Mas, desde o início da campanha, questões que transitam pela Justiça vêm sendo incorporadas ao discurso dos candidatos.

Decisões judiciais viram argumentos eleitorais.

Investigações entram nos programas.

Declarações de ministros produzem reações políticas.

E cada novo episódio rapidamente chega aos palanques e às redes sociais.

A Justiça seguirá seu caminho.

A política já está fazendo sua própria leitura.

E as pesquisas?

É justamente neste ambiente que começam a aparecer alguns movimentos interessantes nas pesquisas eleitorais.

A maioria dos levantamentos nacionais recentes continua mostrando Lula e Flávio Bolsonaro em uma disputa bastante apertada, frequentemente dentro das respectivas margens de erro.

Mas alguns números merecem atenção.

Em Minas Gerais, pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou Flávio com 40% e Lula com 37% em um eventual segundo turno.

Existe empate técnico.

Mas existe também um fato novo: pela primeira vez naquele levantamento estadual, Flávio apareceu numericamente à frente de Lula.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 38% e Flávio, 35%.

Agora, Flávio aparece com 40% e Lula, 37%.

A inversão ocorre dentro da margem de erro.

Mas houve uma movimentação numérica.

São Paulo também chama atenção

Outro resultado veio de São Paulo.

Pesquisa Futura divulgada na terça-feira (8) mostrou, em eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro com 49,4% e Lula com 40,3%.

Uma diferença de 9,1 pontos percentuais.

No primeiro turno, o mesmo levantamento mostrou Flávio com 37,4% e Lula com 33,3%.

É mais um dado a ser acompanhado.

Somado aos demais levantamentos, permite uma constatação:

existem sinais de movimentação no quadro eleitoral.

Por quê?

Essa talvez seja a pergunta mais interessante.

E, neste momento, não temos uma resposta segura.

Seriam os acontecimentos envolvendo o STF?

As investigações?

A economia?

A campanha eleitoral?

A propaganda no rádio e na televisão?

O desempenho dos candidatos?

Uma combinação desses fatores?

Não sabemos.

Pesquisas mostram como o eleitor respondeu naquele determinado momento.

Não explicam automaticamente tudo aquilo que levou cada pessoa àquela resposta.

O eleitor está acompanhando

Ainda temos pouco mais de 20 dias até a eleição.

Novos fatos surgirão.

Novas pesquisas serão divulgadas.

Os números poderão apresentar novos movimentos.

Tudo aquilo que acontece na economia, na política, nas instituições, nas campanhas e também no cotidiano da população passa a integrar o conjunto de informações que cada eleitor possui antes de tomar sua decisão.

Alguns darão maior importância à economia.

Outros às questões institucionais.

Outros às propostas.

Outros à ideologia.

Outros ao desempenho do governo.

E muitos provavelmente considerarão um pouco de tudo.

Os últimos levantamentos apresentaram movimentos que merecem atenção.

Agora precisamos acompanhar os próximos.

Eles ajudarão a mostrar se estamos diante de oscilações pontuais ou de uma movimentação mais consistente do eleitorado.


Fizemos a nossa parte

Desde o início desta campanha eleitoral, temos defendido uma ideia bastante simples:

o eleitor precisa conhecer melhor quem pretende representá-lo.

Nas eleições proporcionais isso nem sempre é fácil.

Candidatos a deputado federal e estadual disputam espaço com centenas de outros nomes, possuem estruturas de campanha muito diferentes e nem sempre encontram nos veículos de comunicação oportunidades para apresentar suas ideias.

Muitas vezes, para conseguir visibilidade, precisam recorrer à publicidade paga, aos tradicionais santinhos ou às próprias redes sociais.

O DMA Notícias resolveu fazer algo diferente.

Criamos o projeto “Por que sou candidato”.

Um espaço gratuito e aberto a todos os candidatos, independentemente de partido, ideologia ou posição política, para que possam explicar diretamente ao eleitor por que estão disputando a eleição e o que pretendem fazer caso recebam o mandato.

A adesão ainda foi pequena

Imagem gerada por IA

Até agora, apenas três candidatos utilizaram o espaço:

Paulo Alceu (Republicanos).

Marcos Vieira (PSDB).

Raimundo Colombo (PSD).

É pouco diante do número de candidatos que disputam as eleições deste ano.

Mas isso não diminui a importância da iniciativa.

O espaço foi criado.

Está disponível.

E possui uma regra que consideramos fundamental:

a mesma oportunidade para todos.

Não importa se o candidato pertence à direita, à esquerda ou ao centro.

Não importa o tamanho do partido.

Não importa sua posição nas pesquisas.

Não importa se possui uma grande estrutura de campanha ou poucos recursos.

Se pretende representar a população, pode utilizar o espaço para dizer ao eleitor por que é candidato.

Conhecer antes de escolher

Talvez esse seja o ponto mais importante do projeto.

Nas eleições majoritárias, os principais candidatos aparecem diariamente nos jornais, portais, rádios, televisões e redes sociais.

Nas proporcionais, a realidade é bastante diferente.

E justamente desses candidatos sairão os futuros deputados estaduais e federais.

Pessoas que votarão leis.

Fiscalizarão governos.

Participarão da elaboração dos orçamentos.

Defenderão interesses de Santa Catarina e de sua população.

O eleitor deveria conhecê-las antes de escolher.

Não apenas seus nomes.

Suas ideias.

Suas propostas.

Suas prioridades.

E também as razões pelas quais estão pedindo um mandato.

A ideia está lançada

Não sabemos quantos candidatos ainda utilizarão o projeto até o final da campanha.

Mas existe algo que já aconteceu:

a oportunidade foi oferecida.

E continuará sendo oferecida igualmente a todos.

Durante toda esta campanha temos cobrado propostas, projetos e responsabilidade daqueles que pedem o voto da população.

Seria incoerente cobrar espaço para as ideias e, tendo um veículo de comunicação, não contribuir para que elas chegassem ao eleitor.

Criamos o espaço.

Abrimos para todos.

Não cobramos nada.

Quem quiser utilizá-lo encontrará a porta aberta.

Fizemos a nossa parte.


Apostando no próprio projeto

O candidato ao Governo de Santa Catarina Gelson Merísio (PSB) fez uma aposta bastante objetiva em seu projeto eleitoral:

colocou R$ 1 milhão de recursos próprios na campanha.

O valor consta dos registros apresentados à Justiça Eleitoral e chama atenção pelo tamanho do investimento pessoal realizado pelo candidato.

Campanhas eleitorais possuem diferentes fontes de financiamento previstas pela legislação.

Recursos partidários.

Fundo eleitoral.

Doações de pessoas físicas.

E recursos do próprio candidato.

Merísio escolheu utilizar de maneira relevante esta última possibilidade.

Dinheiro do próprio bolso

Normalmente acompanhamos quanto os partidos destinam aos seus candidatos, principalmente em uma eleição na qual a distribuição dos recursos partidários pode produzir diferenças significativas entre as estruturas disponíveis para cada campanha.

No caso de Merísio, existe uma particularidade:

uma parcela importante da estrutura financeira de sua campanha está sendo bancada por ele próprio.

R$ 1 milhão não é um valor simbólico.

Representa uma decisão concreta de investir recursos pessoais no projeto político que decidiu defender nesta eleição.

Uma aposta pessoal

Durante uma campanha, todos os candidatos dizem acreditar em seus projetos.

Apresentam propostas.

Defendem ideias.

Pedem apoio.

Buscam votos.

Merísio acrescentou a essa lista uma decisão bastante objetiva:

também colocou recursos próprios relevantes para financiar sua candidatura.

Não cabe transformar isso em mérito ou demérito.

Mas é um fato eleitoral que chama atenção.

Na disputa pelo Governo de Santa Catarina, Gelson Merísio não está apenas apresentando seu projeto ao eleitor.

Também decidiu investir R$ 1 milhão do próprio bolso para tentar viabilizá-lo.


Hashtags: #PerspectivaPolítica #Política #Eleições2026 #EleiçõesSC #SantaCatarina #DMA_Notícias #PorQueSouCandidato #GelsonMerísio #Lula #FlávioBolsonaro

Sobre o autor

Compartilhar em: