Sonho ou ilusão

Mesmo que não consiga apontar o futuro, quem viveu o passado melhor pode avaliar o presente. A Copa do Mundo FIFA 2026 está começando e, pela primeira vez, em três países diferentes, e bota diferenças nisso: Estados Unidos, México e Canadá. Também há novidades no número de participantes com a participação de 48 países, 16 a mais do que na edição de 2022. Serão 16 países da Europa; 10 da África; oito da Ásia; seis da América do Norte, Central e Caribe; seis da América do Sul e dois da Oceania. Na teoria, uma oportunidade aberta a todos os continentes para a conquista do mais cobiçado título do esporte mundial. Na prática, o percentual se reduz consideravelmente apesar da tão discutida alegação de que no futebol não há favoritos. Tese que se desmancha num evento dessa natureza, sabendo-se que a expressiva maioria das seleções viverá a dura realidade da ilusão de um sonho. Aliás, muitas vezes, muito duro, como o futebol brasileiro já viveu.
O caminho
Nem sempre pavimentado e na maioria das vezes com sérios obstáculos a serem vencidos, o caminho para chegar ao sonho é tortuoso. São 12 grupos de quatro equipes cada, onde se classificam os dois melhores de cada grupo e mais os oito melhores terceiros colocados.
A partir daí a criação de uma fase mata-mata antes das oitavas de final, aumentando consideravelmente o número de jogos de 64 para 104.
O novo sistema de disputa aplicado pela FIFA exigirá que o campeão dispute oito jogos para levantar a taça. Diferente da Copa do Catar, onde foram necessárias apenas sete partidas.
Um Mundial mais global, porém, mais difícil.
Um privilégio



Estar numa Copa do Mundo é um privilégio. Dirigentes e jogadores consideram a consagração máxima ser convocado para um mundial. O que não é diferente para nós, jornalistas. Particularmente, me orgulho de ter comparecido devidamente credenciado pela FIFA em sete competições: 1990 (Itália); 1994 (Estados Unidos); 1998 (França); 2002 Coreia do Sul e Japão; 2006, (Alemanha); 2010, África do Sul e 2014, no Brasil. Foram sete Copas, o que me coloca na liderança do ranking dos jornalistas catarinenses credenciados pela FIFA.
