Perspectiva Política

Movimentos eleitorais, segurança pública e responsabilidade fiscal dominam o debate político.

Lunelli ao Senado
O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) surpreendeu ao anunciar sua pré-candidatura ao Senado Federal. A própria coluna havia publicado que o parlamentar disputaria a reeleição, conforme informação de fonte próxima ao seu círculo político. Mas Lunelli mudou a rota e entrou definitivamente na composição majoritária.

Mudança de direção
Nos bastidores, o deputado já recebeu o apelido de “biruta de aeroporto” em razão de suas mudanças bruscas de direção política. Desta vez, a decisão reorganiza a chapa do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), que fica praticamente desenhada com Carlos Chiodini como vice e Esperidião Amin e Antídio Lunelli para o Senado.

MDB em busca de protagonismo
A decisão de Lunelli também deve ser observada pelo lado partidário. Eleito ou não, sua entrada na disputa majoritária pode contribuir para o MDB tentar retomar protagonismo em Santa Catarina. O partido passa a ocupar espaço relevante na chapa e amplia sua presença no debate eleitoral de 2026.

Segurança ou ideologia?
A segurança pública está entre os maiores anseios da população brasileira. Por isso, causa estranheza ao cidadão ver parlamentares em discursos inflamados contra a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O debate rapidamente saiu do enfrentamento ao crime e foi deslocado para a disputa ideológica e o discurso de soberania.

Quem paga a insegurança
É legítimo discutir soberania nacional, mas também é preciso lembrar que quem convive diariamente com o medo é o cidadão comum. Muitos dos que discursam contra a medida vivem cercados por seguranças, carros oficiais e estruturas pagas com dinheiro público. A classificação, por si só, não resolve o problema, mas tende a ampliar a pressão financeira e operacional sobre essas organizações criminosas.

Conta que preocupa
Os números da dívida pública brasileira acendem um sinal de alerta. Dados do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral passou de R$ 7,22 trilhões, em dezembro de 2022, para R$ 10,4 trilhões em abril de 2026, alcançando 80,4% do PIB. O crescimento acelerado da dívida ocorre em um cenário de juros elevados e crescimento econômico ainda abaixo do desejado.

Desafio fiscal
Nenhum país consegue sustentar indefinidamente aumento de gastos, endividamento crescente e juros elevados sem enfrentar consequências. O debate eleitoral de 2026 precisará abordar com seriedade o equilíbrio das contas públicas. Afinal, independentemente de ideologia ou partido, a matemática fiscal costuma cobrar sua conta mais cedo ou mais tarde.

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