Perspectiva Política: realizações, articulações e mudança de comando
As obras visíveis em Florianópolis, o projeto político de Jorginho Mello e a troca de presidente no Paraguai estão entre os destaques da coluna.
O que é bem conduzido merece reconhecimento

Um registro que precisa ser feito: a administração de Florianópolis, comandada pelo prefeito Topázio Neto, está de parabéns pelo conjunto de obras executadas na cidade. Ontem, este colunista percorreu a Ilha de Santa Catarina de norte a sul e de leste a oeste. Em praticamente todas as regiões visitadas, encontrou intervenções de recuperação e ampliação viária, com alargamentos de pistas, construção de acostamentos e outras melhorias visíveis para a população.
A gestão também conseguiu entregar a nova Ponte da Lagoa da Conceição e avançou na reorganização viária daquele que sempre foi um dos principais gargalos da região. A nova estrutura possui 214 metros de extensão, ciclovia, calçadas e maior espaço para a passagem de embarcações.
No Pântano do Sul, pude verificar que os trabalhos para a construção do primeiro trapiche público da comunidade já estão em andamento. É uma obra reivindicada há mais de duas décadas, importante para pescadores, moradores e para o desenvolvimento turístico do Sul da Ilha. O investimento será de aproximadamente R$ 1,52 milhão, com prazo previsto de seis meses para conclusão.
A crítica faz parte da democracia. O reconhecimento também. Aquilo que é bem conduzido, melhora a cidade e pode ser verificado pela população merece ser registrado.
O tabuleiro de Jorginho

Com a articulação para a Presidência da Assembleia Legislativa encaminhada e ocupando espaço crescente dentro do PL nacional, o governador Jorginho Mello começa a montar o tabuleiro para seu segundo mandato. O próximo passo será definir o secretariado que assumirá a partir de janeiro de 2027. O acordo construído na Alesc prevê Camilo Martins na presidência, com Ana Campagnolo assumindo o comando da Casa em meados de 2028.
Certamente, o novo secretariado manterá uma linha de conhecimento técnico, mas estará inserido em um projeto político mais amplo. O olhar do governador passa pelas eleições municipais de 2028 e pela sucessão estadual de 2030.
Municipalista declarado, Jorginho buscará ampliar o número de prefeituras comandadas pelo PL e por seus aliados. Uma base municipal fortalecida será fundamental para eleger seu sucessor no governo e sustentar o próximo movimento de sua trajetória política.
Em 2030, o caminho natural poderá ser a disputa por uma vaga no Senado Federal. Entretanto, com a força conquistada nas urnas em Santa Catarina e sua crescente influência nacional, não pode ser descartada uma convocação do próprio partido para um desafio ainda maior.
Muda o presidente, permanece o projeto

Santiago Peña apresentou ontem sua renúncia à Presidência do Paraguai, em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país. Peña havia sido acionista do grupo controlador da instituição até 2025 e enfrentava um processo de impeachment por possíveis conflitos de interesse e outras acusações relacionadas ao caso.
Após a aceitação formal da renúncia pelo Congresso, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o Executivo e concluir o mandato até agosto de 2028. A sucessão está prevista na Constituição paraguaia.
Alliana pertence ao mesmo Partido Colorado e ao mesmo grupo político de Peña. Portanto, o Paraguai muda seu presidente, mas permanece sob o mesmo campo ideológico e programático. A mudança ocorre no comando, não necessariamente nos rumos do governo.
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