Cinco senadores podem decidir a disputa entre Alcolumbre e Marinho
Cenário analisado pelo DMA Notícias aponta 38 votos para cada lado, considerando cinco dissidências da oposição; Podemos, PSDB e Alessandro Vieira ganham peso decisivo.

A disputa pela Presidência do Senado pode ficar nas mãos de cinco parlamentares. Considerando a composição partidária, os posicionamentos individuais e a hipótese de cinco dissidências da oposição em favor de Davi Alcolumbre, a análise do DMA Notícias chega a um empate: 38 votos para o atual presidente e 38 para Rogério Marinho.
É uma projeção política, não uma relação de apoios integralmente confirmados. Ainda assim, a conta demonstra como poucos movimentos podem definir o comando da Casa.
Nesse cenário, o grupo associado à oposição reúne inicialmente 43 votos: 29 do PL, seis do PP, cinco do Republicanos e três do Novo. A transferência de cinco votos reduziria esse bloco a 38 e elevaria a base projetada de Alcolumbre de 33 para os mesmos 38.
Restariam cinco nomes fora dos dois agrupamentos: Styvenson Valentim (Podemos-RN), Raíssa Furlan (Podemos-AP), Plínio Valério (PSDB-AM), Marina JHC (PSDB-AL) e Alessandro Vieira (MDB-SE). Mantidas as demais premissas, conquistar três desses votos levaria um dos concorrentes a 41, a maioria absoluta das 81 cadeiras.
Alessandro Vieira já declarou que não apoiará a reeleição de Alcolumbre e trabalhará por uma candidatura alternativa. Esse posicionamento dificulta a articulação do atual presidente, embora não represente, automaticamente, adesão a Marinho.
Na avaliação deste portal, essa distribuição explica por que o tamanho das bancadas, isoladamente, não resolve a eleição. A capacidade de preservar compromissos e conquistar apoios individuais terá tanto peso quanto os acordos entre partidos.
O voto secreto acrescenta incerteza. Declarações públicas e alinhamentos partidários podem não se reproduzir na urna. As cinco dissidências consideradas nesta análise são justamente o fator que transforma uma vantagem inicial da oposição em uma disputa equilibrada.
Por isso, os próximos movimentos desses parlamentares merecem atenção. Se o quadro projetado se sustentar, suas escolhas terão força para definir quem comandará o Senado — e, com ele, parte importante da agenda política brasileira.
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