Perspectiva Política: exemplos catarinenses e a conta da União
Santa Catarina reafirma sua força econômica e sua capacidade de convivência, enquanto a possível criação de novos ministérios amplia o debate sobre as contas públicas.
Santa Catarina como referência

Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador Jorginho Mello apresentou com clareza aquilo que Santa Catarina representa. Embora ocupe pouco mais de 1% do território brasileiro, o estado possui uma economia diversificada, seis portos em operação e perspectiva de chegar a oito nos próximos anos.
Santa Catarina lidera ou aparece entre os primeiros colocados em diversos indicadores econômicos e sociais. No primeiro trimestre de 2026, registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,7%, além da menor subutilização da força de trabalho e do maior percentual de empregados com carteira assinada no setor privado. É uma situação próxima daquilo que tecnicamente se considera pleno emprego.
Não nos consideramos melhores do que ninguém, mas temos orgulho de ser referência. O governo estadual procura preservar o ambiente de negócios e, durante a atual gestão, não promoveu aumento da carga tributária estadual — diretriz mantida na proposta orçamentária para 2027. Mesmo diante das narrativas construídas contra Santa Catarina, a realidade mostra um estado acolhedor, formado por pessoas vindas de diferentes regiões do Brasil e de várias partes do mundo.
A resposta correta ao radicalismo
Santa Catarina voltou a demonstrar que atitudes isoladas não representam o conjunto de sua população. Entidades empresariais, a OAB-SC, parlamentares e instituições públicas manifestaram-se contra listas e movimentos de boicote motivados pelas escolhas políticas de trabalhadores, profissionais e empresas. O Ministério Público catarinense já recebeu diversas representações e orientou que situações de discriminação, ameaça ou perseguição sejam denunciadas.
O princípio precisa valer para todos. Ninguém deve perder emprego, clientes, contratos ou oportunidades por ter votado em Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato. Divergência política faz parte da democracia; perseguição econômica e constrangimento ultrapassam esse limite.
Esses posicionamentos também ajudam a responder às adjetivações injustas frequentemente dirigidas a Santa Catarina e ao seu povo. Atos individuais precisam ser investigados e responsabilizados, mas não podem definir um estado inteiro. A reação de diferentes setores demonstra que os catarinenses sabem conviver com as diferenças e rejeitam transformar adversários políticos em inimigos.
A conta dos novos ministérios
Lula pretende criar o Ministério da Segurança Pública, condicionado à aprovação da PEC da área. Também existem informações de bastidores sobre a criação de um Ministério do Idoso, embora essa segunda proposta ainda não tenha sido oficialmente confirmada pelo governo. Não se discute aqui a importância dos temas, mas o custo de ampliar novamente a estrutura federal.
O governo central acumulou déficit primário de R$ 94,9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. Até o momento, não foi explicado se alguma pasta será extinta, se haverá remanejamento de estruturas ou de onde sairão os recursos para manter os novos ministérios.
Sem redução de despesas em outras áreas, as alternativas são conhecidas: aumentar a arrecadação, criar mais impostos ou ampliar a dívida pública. Lula sempre defendeu um Estado grande e atuante. Entretanto, ampliar a máquina pública quando as contas já operam no vermelho exige responder a uma pergunta objetiva: quem pagará essa conta?
#PerspectivaPolítica #SantaCatarina #JorginhoMello #Economia #Emprego #Democracia #Lula #Ministérios #ContasPúblicas #Política
