PERSPECTIVA POLÍTICA
Com as candidaturas oficialmente definidas, o eleitor passa a comparar trajetórias, propostas e projetos de país. Uma democracia forte depende da qualidade de seus representantes, da clareza das ideias e da capacidade de transformar políticas públicas em resultados concretos.
Boas opções fortalecem a democracia
Uma nova etapa do processo eleitoral
Encerradas as convenções partidárias, inicia-se agora o processo de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, etapa prevista na legislação para que os nomes escolhidos pelos partidos possam disputar oficialmente as eleições.
É nesse momento que o eleitor passa a conhecer de forma definitiva quem estará na disputa pelos cargos proporcionais e majoritários.
Mais do que uma formalidade legal, essa fase permite uma primeira avaliação da qualidade dos quadros apresentados pelos partidos.
Nominatas qualificadas
Observando as nominatas apresentadas em Santa Catarina, chama atenção a qualidade dos candidatos colocados à disposição do eleitor.
Ao lado de parlamentares que buscam a reeleição, encontram-se ex-prefeitos, ex-deputados, ex-governadores, empresários, empreendedores, profissionais liberais e lideranças dos mais diversos segmentos da sociedade.
Independentemente de partido ou ideologia, as chapas apresentam candidatos com experiências acumuladas na administração pública, na iniciativa privada e na vida comunitária.
Esse conjunto oferece ao eleitor catarinense um amplo leque de alternativas para escolher aqueles que considera mais preparados para representá-lo.
O voto para o Parlamento também decide o futuro
As eleições proporcionais, muitas vezes, recebem menos atenção do que as disputas para os cargos do Executivo.
Entretanto, é justamente no Parlamento que são elaboradas as leis, fiscalizados os atos do Poder Executivo e discutidas decisões que influenciam diretamente a vida da população.
Por isso, a qualidade dos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados possui enorme importância para o futuro do Estado e do país.
Boas opções qualificam a escolha do eleitor.
A responsabilidade agora é do cidadão
A partir de agora, cada candidato terá a oportunidade de apresentar suas propostas, seus compromissos e sua visão sobre os desafios de Santa Catarina e do Brasil.
A experiência, por si só, não garante um bom mandato.
Mas oferece ao eleitor elementos importantes para avaliar a capacidade de cada candidato de exercer a função pública.
Santa Catarina inicia este processo eleitoral oferecendo um conjunto de candidaturas qualificadas, distribuídas pelos mais diversos partidos e correntes de pensamento.
Agora, cabe ao eleitor analisar trajetórias, propostas, compromisso com o interesse público e capacidade de diálogo.
Quanto maior a qualidade das alternativas colocadas à disposição da população, maior tende a ser a qualidade da representação política que sairá das urnas.
Mais do que frases, o eleitor precisa de propostas
Uma frase que desperta perguntas

Durante a convenção que confirmou sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua eventual quarta Presidência seria destinada a “mudar muita coisa” no país.
No mesmo pronunciamento, fez referências a temas como emendas parlamentares, Fundo Partidário e à relação entre os Poderes, indicando parte das mudanças que pretende discutir.
Ainda assim, a declaração principal permanece ampla.
Mudar pode significar reformar instituições, alterar prioridades, rever políticas públicas ou adotar um novo modelo de governo. Sem maior detalhamento, cada eleitor poderá interpretar a frase de maneira diferente.
Um novo mandato precisa de objetivos claros
Lula já governou o Brasil por três mandatos e apresenta-se novamente aos eleitores.
É natural que a sociedade queira conhecer, com objetividade, quais mudanças pretende realizar, como serão implementadas e quais resultados espera entregar.
A mesma exigência deve ser feita a todos os candidatos.
Quem pretende governar o país precisa explicar suas prioridades, os caminhos que pretende seguir e os objetivos que deseja alcançar.
Frases mobilizam; propostas esclarecem
Campanhas eleitorais sempre utilizaram frases de impacto para sintetizar ideias e mobilizar eleitores.
Isso faz parte da comunicação política.
O problema surge quando o slogan passa a ocupar o lugar do programa de governo.
O eleitor não precisa apenas saber que um candidato pretende mudar o país.
Precisa conhecer o conteúdo dessas mudanças, suas prioridades e seus possíveis efeitos sobre a vida da população.
O direito de conhecer o projeto
A próxima eleição decidirá muito mais do que nomes.
Ela definirá o modelo de país que será adotado nos próximos anos.
Por isso, todos os candidatos — independentemente de partido ou ideologia — possuem o dever de apresentar projetos claros, metas objetivas e compromissos que possam ser posteriormente avaliados pela sociedade.
Dizer que o Brasil precisa mudar é importante. Explicar o que será mudado, como isso acontecerá e quais resultados serão entregues é uma obrigação de quem pede o voto do eleitor.
Desenvolvimento regional precisa produzir autonomia
Desigualdades que resistem ao tempo
O Brasil convive há décadas com profundas desigualdades entre suas regiões.
Norte e Nordeste continuam apresentando, em diferentes indicadores, rendimentos médios inferiores à média nacional, dificuldades educacionais, carências de infraestrutura, graves desafios na segurança pública e uma presença proporcionalmente maior de famílias atendidas por políticas de transferência de renda.
Essa realidade não pode ser atribuída à falta de esforço da população.
Norte e Nordeste possuem trabalhadores, empreendedores, riquezas naturais, produção agrícola, indústria, turismo e enorme potencial econômico e cultural.
O desafio está em transformar esse potencial em desenvolvimento sustentável e oportunidades permanentes.
Os avanços não eliminaram as diferenças
Seria injusto afirmar que todas as políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas fracassaram.
Houve avanços importantes na redução da pobreza e na ampliação do acesso a serviços públicos.
Entretanto, os indicadores demonstram que as diferenças regionais continuam significativas.
Quando um problema atravessa diferentes governos e permanece presente por décadas, deixa de ser uma questão de um partido ou de uma administração específica.
Passa a representar um desafio estrutural do Estado brasileiro.
O desenvolvimento precisa gerar autonomia
Em uma federação, é natural que regiões com maior capacidade econômica contribuam para reduzir desigualdades históricas.
Esse princípio deve ser preservado.
Mas a finalidade das políticas públicas não pode ser apenas administrar dificuldades.
Seu verdadeiro objetivo precisa ser criar condições para que cada região desenvolva sua própria capacidade de gerar riqueza, empregos, renda e oportunidades.
O sucesso de uma política de desenvolvimento regional não se mede apenas pelos recursos investidos.
Mede-se, principalmente, pela capacidade de reduzir desigualdades de forma permanente.
O momento de repensar o modelo
Independentemente de quem vencer as eleições, o próximo governo encontrará esse desafio.
O debate não deveria ser sobre interromper políticas de desenvolvimento regional.
Deveria ser sobre aperfeiçoá-las para que produzam resultados mais consistentes e duradouros.
Programas que funcionam precisam ser fortalecidos.
Os que não entregam os resultados esperados devem ser corrigidos ou substituídos.
O povo do Norte e do Nordeste não precisa apenas de políticas que administrem dificuldades. Precisa de um modelo capaz de transformar potencial em desenvolvimento, assistência em autonomia e desigualdades históricas em oportunidades concretas para as próximas gerações.
Hashtags: #PerspectivaPolítica #Política #SantaCatarina #Eleições2026 #Democracia #RepresentaçãoPolítica #Propostas #DesenvolvimentoRegional #Federalismo #Brasil
Contato WhatsApp (48) 998-03-05-04
