Política

Entre avanços e retrocessos, a política brasileira escolheu o caminho mais pobre: menos proposta, mais destruição

A humanidade segue provando sua capacidade de inovar em ritmo impressionante, enquanto o Brasil se aproxima de mais uma eleição sob o risco de repetir um roteiro conhecido: campanhas centradas em ataque, medo e desinformação, num ambiente em que a discussão sobre qualidade de vida da população fica em segundo plano. O próprio TSE já aprovou regras específicas para IA e reforçou alertas sobre desinformação nas eleições de 2026.

Revogação de visto de assessor dos EUA parece mais gesto para consumo interno do que resposta diplomática proporcional

Ao anunciar que barrou a entrada de Darren Beattie, assessor do governo Trump, Lula transformou um episódio consular em fato político. O presidente fez a declaração durante evento em um centro de trauma no Rio, vinculou a medida ao impasse envolvendo Alexandre Padilha, e o Itamaraty confirmou a revogação do visto alegando omissão de informações sobre o objetivo da viagem.

PSD de SC foge ao próprio roteiro e expõe desacertos internos em plena largada de 2026

Partido que sempre cultivou imagem de construção interna coesa entrou na semana produzindo sinais cruzados: Paulo Bornhausen reforçou apoio a Jorginho e se afastou da vida partidária, Topázio manteve sua defesa pública de aliança com o governador, João Rodrigues reafirmou a pré-candidatura ao governo, e o caso expôs um PSD catarinense menos disciplinado do que costumava.

Se João Rodrigues sair do jogo, o tabuleiro de SC muda inteiro — e o maior beneficiado pode ser Décio Lima

Uma eventual desistência de João Rodrigues da disputa pelo governo de Santa Catarina reorganizaria alianças, pressionaria o PSD a escolher entre neutralidade, composição ou pragmatismo, e teria efeito direto sobre a corrida ao Senado; no desenho atual, Jorginho Mello já tem vice definido com Adriano Silva, Gelson Merísio tenta se firmar como alternativa de centro com apoio da esquerda, e Esperidião Amin insiste em manter sua candidatura ao Senado.

Senado em SC segue aberto: pesquisa Mapa mostra Carlos, Carol e Amin embolados na disputa pelas duas vagas

Levantamento do Instituto Mapa, encomendado pela Jovem Pan News e registrado sob o nº TRE/SC-06075/2026, aponta disputa acirrada ao Senado em Santa Catarina: na soma de 1º e 2º votos, Carlos Bolsonaro, Caroline de Toni e Esperidião Amin aparecem tecnicamente empatados, enquanto Décio Lima corre por fora em um cenário ainda bastante aberto. O quadro dialoga com a definição recente da chapa “puro-sangue” do PL em SC e com a decisão de Amin de manter sua pré-candidatura.

O fator que especialistas nem sempre medem: quando o povo vai às ruas, o mundo entende o recado

A captura de Nicolás Maduro foi seguida por cenas de celebração entre venezuelanos no exterior e por uma guinada pragmática do governo interino chavista, com anistia e libertação de presos; já no Irã, a morte de Ali Khamenei gerou reações divididas — e a transição anunciada, se mantiver o núcleo teocrático, tende a prolongar a instabilidade.

PT desenha o caminho para o Senado em SC: Décio Lima no centro, “ponte” com Merísio e o fator Berger no tabuleiro

Com Décio Lima hoje à frente do Sebrae Nacional, a esquerda catarinense trabalha para abrir espaço a uma candidatura competitiva ao Senado em 2026, enquanto a direita tende a ir fragmentada com PL em chapa pura e a manutenção da pré-candidatura de Esperidião Amin — cenário que pode favorecer o PT em eleição de turno único.

Diga-me quem condena e eu te direi o porquê: o “clube” que reagiu ao Irã revela muito sobre o mundo

Em crises internacionais, a diplomacia pesa palavras, mas as posições deixam rastros: Rússia e China condenaram a ofensiva EUA–Israel, e o alinhamento de regimes fechados costuma seguir uma lógica própria; para sociedades livres, observar quem apoia o quê é um exercício de prevenção — porque certos caminhos, uma vez implantados, são difíceis de reverter.