Não se iludam pelo de bom ou de ruim que aconteceu até agora na Copa do Mundo FIFA 2026. Para quem direcionou seus olhares e sua atenção para a Seleção Brasileira, desconfiando do empate (1 x 1) com Marrocos, sorrindo na vitória (3×0) diante do Haiti e vibrando com o mesmo resultado contra a Escócia, alerto que a Copa do Mundo vai começar agora. Pelo positivo ou negativo, que escrevi outro dia, toda esta expectativa vai começar no próximo dia 29, quando começar a chamada fase do sistema mata-mata, onde qualquer descuido pode ser fatal. Houve evolução do primeiro para o terceiro jogo? Sim. O time está pronto? Ainda não.

Ainda são visíveis alguns exageros individuais e, ainda expostas, algumas dificuldades. Mas longe, muito longe, do que apresentamos no começo.

Como uma Copa se ganha tal qual um simples jogo: com comportamento técnico uníssono, coletivo, a melhora é uma questão de tempo e de comando. Dois fatores em momentos diferentes. Nos falta tempo, mas nos sobra comando (Carlo Ancelotti) para superar as dificuldades.

Que assim seja.

A volta de uma esperança

Por pouco tempo, mas com uma manifestação positiva como jamais se observou na torcida, Neymar voltou. Jogou pouco tempo, mas o suficiente para concentrar uma severa marcação escocesa, com faltas e um forte patrulhamento. Foi um retorno positivo pelo que ele representou para um jogador que esteve prestes a perder a convocação, mas que carregou consigo um indescritível apelo do futebol, em boa parte do planeta. Resta, agora, meu vizinho corresponder em campo. Sem pressa, mas no momento oportuno.

Fê-lo bem

Tem jornalista que vai para uma entrevista coletiva sem qualquer sentido do que perguntar no aspecto técnico de uma equipe ou de um jogo. Hoje, com o monte de turistas travestidos de “jornalistas esportivos” credenciados pelas Entidades de Administração do Desporto (FIFA, Conmebol, CBF e suas federações), o que mais se vê são questionamentos vazios ou com interesses comerciais. E esta praga não é privilégio brasileiro. Após a recente vitória de Portugal sobre Uzbequistão, com goleada portuguesa e uma destacada atuação de Cristiano Ronaldo, três “especialistas” ignoraram a importância da vitória portuguesa e questionaram o craque português sobre a atuação de Messi (Argentina) no dia anterior. Soberano, o CR7 ouvia as perguntas e depois de cada uma delas, silenciava direcionando seu olhar para o próximo a perguntar.

Como diria o saudoso ex-presidente Jânio Quadros, “fê-lo bem”.

Grupo unido

Interessante a observação do excelente repórter Mauro Naves (SBT), destacando a iniciativa da comissão técnica brasileira em escalar todos os jogadores para a foto oficial de cada partida, ao invés de apenas os onze que começariam o jogo. Uma demonstração de união de grupo.

Mudanças

Foi preciso chegar um treinador estrangeiro para promover significativas mudanças no comportamento dos jogadores brasileiros, até na hora da execução do Hino Nacional, antes de cada jogo. Na partida de ontem, contra a Escócia, todos cantaram o hino, inclusive o técnico italiano Carlo Ancelotti, que dentro das suas limitações na lingua portuguesa, tentou interpretar nosso principal símbolo de soberania.

Diferente do que acontece em algumas escolas brasileiras, onde nosso hino tem sido ignorado e até abolido.

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