Perspectiva Política

Entregas, saúde pública e mudanças no cenário internacional marcam os bastidores da política

Imagem: Secom;SC

A força das entregas
Faltando ainda alguns meses para a eleição, o governador Jorginho Mello entra na disputa pela reeleição em uma posição politicamente confortável. Existem diversos fatores que ajudam a explicar esse cenário: o perfil histórico do eleitorado catarinense, alianças políticas construídas ao longo do mandato, proximidade com importantes lideranças nacionais e uma base de apoio significativa entre prefeitos e lideranças municipais.

O principal diferencial
Mas o principal motivo parece ser outro. Jorginho chega ao processo eleitoral com algo que costuma ter grande peso junto ao eleitor: entregas concretas. Ao longo do mandato, o governo acumulou investimentos em infraestrutura, com novas obras e recuperação de rodovias; reformas e ampliações de escolas, incluindo a climatização de salas de aula; distribuição de uniformes para estudantes; programas como Universidade Gratuita e Pronampe SC; melhorias em hospitais; investimentos em segurança pública; aquisição de equipamentos para bombeiros e Defesa Civil; além de ações de limpeza e dragagem de rios em diversas regiões do estado.

Municipalismo como estratégia
Outro aspecto relevante foi a relação construída com os municípios. O governo adotou uma postura municipalista, ampliando repasses e apoiando demandas locais, o que ajudou a fortalecer sua presença em praticamente todas as regiões catarinenses.

O que pesa para o eleitor
Não por acaso, o governador mantém apoio de muitos prefeitos e detentores de mandato, inclusive de partidos que poderão estar formalmente em campos opostos durante a campanha. No final das contas, a população costuma avaliar governos por aquilo que consegue perceber no seu dia a dia. E obras, investimentos e serviços entregues continuam sendo uma das moedas mais valiosas da política.

Debate sobre estabilidade
O prefeito de Xanxerê encaminhou à Câmara de Vereadores uma proposta que pode alterar profundamente o regime de contratação dos servidores municipais. O texto abre caminho para que o município adote o regime estatutário, o regime celetista ou ambos de forma coexistente na administração direta, autárquica e fundacional.

Base no STF
Na justificativa, o projeto cita o julgamento da ADI nº 2.135 pelo Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a possibilidade de os entes federativos adotarem diferentes regimes de contratação para seus servidores. Na prática, a medida busca adequar a legislação municipal a esse entendimento.

Tema sensível
A proposta certamente provocará forte debate. De um lado, há o argumento da modernização administrativa e da maior flexibilidade na gestão pública. De outro, sindicatos e servidores tendem a enxergar risco de perda de garantias históricas. Pela relevância do tema, a Câmara de Xanxerê terá pela frente uma discussão que pode servir de referência para outros municípios catarinenses.

Keiko vence no Peru
Confirmando as projeções da reta final da apuração, Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru. A vitória representa mais uma mudança importante no cenário político sul-americano e reforça uma tendência que vem sendo observada em diversos países da região.

Novo cenário regional
Nos últimos anos, governos identificados com a direita ou centro-direita passaram a ocupar espaço relevante em países que anteriormente eram governados por partidos de esquerda. A eleição peruana passa a integrar esse movimento de reconfiguração política que atravessa o continente.

Desafio da governabilidade
Encerrada a disputa eleitoral, começa agora a etapa mais difícil: governar. O Peru convive há anos com forte instabilidade política, sucessivas crises institucionais e elevada polarização. Mais do que vencer a eleição, o grande desafio de Keiko Fujimori será construir governabilidade e oferecer respostas para os problemas econômicos e sociais enfrentados pela população peruana.

Avanço para a saúde
Em audiência pública na Alesc sobre os Consórcios Interfederativos de Saúde, o secretário de Estado da Saúde assumiu o compromisso de incluir R$ 50 milhões no orçamento de 2027 para o setor. O valor representa aumento de R$ 10 milhões em relação a 2026.

Trabalho continuado
Autor da lei que criou o Programa de Qualificação dos Consórcios Interfederativos de Saúde, o deputado Marcos Vieira vem mantendo atuação constante nessa pauta. A iniciativa busca fortalecer o atendimento regionalizado e responder a uma das maiores demandas da população: o acesso mais rápido e eficiente à saúde.

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