É o que temos.
Chegamos ao final de semana menos projetado dos últimos tempos. Com os nossos sonhos do hexa já no tempo futuro (2030 que nos espere…) retornamos as atenções para o nosso Campeonato Brasileiro de Futebol, onde as esperanças continuam vivas para alguns, tanto quanto as ameaças cada vez mais fortes para outros.

É verdade que ainda temos duas pitadinhas de momentos que vão nos fazer desfrutar da atual Copa do Mundo, nas decisões do terceiro lugar (França x Inglaterra) e do título do Mundial da Fifa, entre Espanha x Argentina. Aliás a disputa para determinar o terceiro classificado, me parece totalmente desnecessário. Só serve para aumentar a premiação pela melhor colocação e engordar estatísticas. Pro meu gosto, ele pouco acrescenta, pois nem para curar a ressaca da derrota anterior servirá.
Já a final, sim. Se no jogo contra os ingleses, a Argentina tinha duas motivações (chegar à sua sétima final e vingar a posse das Ilhas Malvinas pelos britânicos) agora terá outra ainda mais forte e inédita: ganhar o seu quarto título mundial e se aproximar do maior vencedor de mundiais, o Brasil, que tem cinco conquistas. Ao respeitável adversário, a Espanha, caberá mostrar que tem no seu elenco alguém capaz de ofuscar o brilho de Lionel Messi, que aos 39 anos de idade vai contracenar com Lamine Yamal, o astro espanhol de apenas 19 anos, e que ainda não mostrou na Copa, as qualidades que o projetaram como um dos melhores jogadores do mundo.
Igualmente não custa lembrar que na decisão contra a Argentina, a Espanha estará defendendo sua invencibilidade de 37 jogos, uma marca que tem a assinatura do técnico Luis de La Fuente.
Enquanto isso, nós ficaremos com o que temos. Sonhos, esperanças e os nossos campeonatos.
Nova marca
Para engordar as estatísticas não custa lembrar de outro feito perseguido pelos “hermanos”. Só a Itália (1934/1938) e o Brasil (1958/1962) ganharam dois títulos mundiais seguidos. Mais uma marca que a Argentina tentará conquistar.
Aposta perdida
Eu apostei que o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio estaria num dos jogos finais. Com a classificação da Argentina para a decisão, ficou claro que ele não estaria na final. Logo, a disputa do terceiro lugar me parecia reservada ao brasileiro. Mas não foi desta vez. Por aqui costumam dizer que tal árbitro não pode ser escalado pois em sua origem o futebol não tem expressão. Então o que dizer de quem apitará a final? O trio (que apitou Brasil x Marrocos) será esloveno: Slavko Vincic; Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. Já o quarto árbitro Adham Makhadmeh e o assistente reserva Mohammad Alkalaf, são jordanianos.
