Passado o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, o resultado – que não passou de um empate com Marrocos – gerou uma série de questionamentos, alguns duvidosos, é verdade.

O principal deles direcionado ao técnico italiano Carlo Ancelotti, por não ter aproveitado umas das chamadas estrelas brasileiras do momento, o atacante Endrick.

A falta de um resultado positivo e de uma atuação convincente, agrediram a iniciativa do treinador que, deve ter fortes razões para não escalar o jogador.

Não há justificativa técnica plausível para o não aproveitamento de Endrick num momento de dificuldade para a seleção, mas há, seguramente um conceito que direcionou o “míster” para sua tomada de posição. Sabendo-se a origem do técnico – o futebol europeu, competitivo e obediente às suas inquebráveis normas – é de se aceitar o que já foi anunciado. Ancelotti teria questionado a desobediência tática do jogador nas vezes em que ele atuou, mesmo com um rendimento que agradou aos olhos do mundo. É o estilo europeu de comandar. Resta saber se Ancelotti tentará superar essa barreira ou se Endrick vai se enquadrar no jeito europeu de agir.

Velhos exemplos

Diante das justificativas registradas, me restou relembrar copas passadas – aquelas que participei sem estar lá, mas acompanhando tudo através do meu inseparável e eterno companheiro, o rádio – onde exemplos dessa ‘desobediência’ tática foram registrados, mas não aplicados.

Será que Garrincha algum dia obedeceu a alguma orientação tática dos seus treinadores? Ou quem sabe…Pelé, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho e vários outros craques que continuam na memória do torcedor?

Sei não…

Sem função

A tecnologia aplicada nos jogos da Copa do Mundo é tão forte que dá a impressão de que os antigos “bandeirinhas” hoje chamados de auxiliares, perderam suas funções. Um chip na bola, capaz de detectar um levíssimo toque de um atleta, ou quando ela ultrapassa uma das linhas do campo, comunicação sonora com a arbitragem no exato momento de um impedimento antes mesmo de ele ser marcado, e a incrível velocidade na atuação VAR, aliás com raríssimas intervenções, deixam os homens das laterais em segundo plano.

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