Todos por um

Um começo ruim, não necessariamente terá um final igual. O futebol está recheado de exemplos dessa natureza e, igualmente, o inverso. Muitas vezes um início é promissor e o fim, um desastre. Quem acompanha o futebol está devidamente vacinado com exemplos dessa natureza.
E tanto quanto esse raciocínio, é preciso lembrar que, também ao contrário, muitos favoritos já ficaram e vão ficar pelo caminho em qualquer competição, cedendo seus lugares para as chamadas zebras. Numa Copa do Mundo não será diferente. A partir das fases mata-mata, um pequeno deslize representa uma tragédia irrecuperável. Logo, todo cuidado é pouco nas avaliações – a maioria precipitadas – que os que se consideram entendidos e até os chamados e alguns famosos “analistas” nos empurram ouvidos abaixo tentando fazer de meras avaliações, verdades absolutas.
Quando trabalhei diretamente no futebol – especialmente com clubes e seleções – aprendi a responder aos que me perguntavam sobre favoritos: “Já perdi muitos jogos ganhos e já ganhei muitas partidas perdidas”.
Quem é do futebol, certamente vai me entender!
A avaliação transfiro para a situação do Brasil na atual Copa. O começo foi ruim – claro, que foi – por mais qualificado que possa ser considerado o adversário (Marrocos) mas isso não nos tira, ainda, as condições de ir bem mais longe na competição.
Mesmo que não seja um declarado otimista quanto à conquista do título, também não sou um secador.
Penso que a culpa que jogam sobre o técnico Carlo Ancelotti, deve ser debitada aos que, no campo, não correspondem.
É deles a responsabilidade maior.
A única vez
Quem está trabalhando numa Copa do Mundo, por mais saudade que sinta das suas origens – e tem dia que ela realmente bate – dificilmente não vai desejar continuar administrando este sentimento.
Em minhas sete Copas, a maior tristeza por uma desclassificação foi na minha primeira – na Itália – quando no Delle Alpi, em Turim, perdemos para a Argentina, por 1 a 0. Aquela jogada do Maradona e aquele gol do Caniggia….
Mas também teve momentos que até administrei bem a derrota como aquela por 2 a 1 para a Holanda, na África do Sul.
Fora de campo…
Enquanto a seleção causava uma momentânea desconfiança junto ao seu torcedor, fora de campo setores da mídia nacional bombardeavam a CBF, com tiros tendo como alvo o seu presidente Samir Xaud e sua administração.
De imediato federações estaduais, cujos presidentes acompanham a trajetória do Brasil na primeira fase da competição, se reuniram nos Estados Unidos e emitiram uma nota em apoio ao presidente atingido.
O presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti, também assinou o documento.
Confira: https://fcf.com.br/uniao-e-apoio-irrestrito-a-gestao-de-samir-xaud-na-cbf/
