Que venha o hexa positivo.

Vamos começar neste sábado, contra Marrocos, uma trajetória de extrema importância para o futebol brasileiro.
Desde 2002, na Copa da Coreia/Japão, quando ganhamos o Pentacampeonato Mundial de Futebol, instalamos em nossas mentes o desejo do hexa. Convivemos com ele nas seis copas seguintes (inclusa a atual). Estamos completando 24 anos e seis edições a alimentar este sonho. O interessante é que os dois fatos servem para nos garantir a conquista do hexa. Um pelo lado positivo, o que nos desperta a paixão pelo futebol e a esperança na nossa seleção e outro pelo negativo, o que nos causa preocupações, a coincidência do tempo entre as conquistas. Ou alguém esqueceu que quando vencemos o mundial de 1994, nos Estados Unidos, estávamos exatos 24 anos sem ganhar o título, então conquistado no longínquo 1970, no México? Pois então, foram 24 anos de espera, o mesmo tempo que completamos agora no mundial das três sedes.
Os pessimistas apontam que de 2002 até agora, vão se passar seis mundiais e se não vencermos, seremos hexa perdedores.
Como um apaixonado pelo futebol, torço pela conquista positiva, alimentando a esperança da separação do tempo entre as duas conquistas, mesmo que, profissionalmente, não descarto o exemplo negativo.
Então, que venha o hexa positivo.
Curiosidade
As expulsões de Sphephelo Sithole e Themba Zwane (África do Sul) e Cesar Montes (México) na abertura da Copa do Mundo, pelo árbitro brasileiro Wilton Pereira de Carvalho, aumentaram para 180 o número de jogadores expulsos na história dos mundiais.
Nas 22 edições anteriores foram expulsos 177 jogadores. O primeiro deles foi Plácido Galindo, da seleção peruana, em 1930, na derrota para a Romênia (3 x 1). O último havia sido Walid Cheddira (Marrocos) na vitória sobre Portugal, em 2022.
A copa mais “indisciplinada” foi a de 2006, na Alemanha, com 28 expulsões. Curiosamente tivemos duas Copas sem expulsões: em 1950, no Brasil e 1970, no México, consideradas as mais disciplinadas da história.
(Dados extraídos do Livro de Ouro das Copas, de autoria do jornalista paranaense Lycio Vellozo Ribas).
Na minha visão
Duas partidas até o momento, que mereceram destaque. A vitória, de virada, da Coréia do Sul sobre a Tchéquia, com duas equipes que jogaram abertas e ofensivas.
A outra, a agradável surpresa, os Estados Unidos, na impressionante vitória (4 x 1) sobre o Paraguai, num exuberante primeiro tempo do time americano.
Mas foi só o começo. Vem coisa melhor por aí.
