Surpreso com a decisão da Fifa em escolher Rodri (Espanha) como o melhor jogador da Copa do Mundo em prejuízo de outros que enriqueceram tecnicamente a competição, apesar de não terem sido campeões, lembrei de outros exemplos, repetidos pela entidade, que também tiveram a discordância da maioria. Também lembro que o fato de vencer a competição, não necessariamente estabelece a vantagem para uma definição, mesmo que, às vezes, possa servir como um critério de desempate.

Cito, por exemplo, que em 2018, Luca Modric (Croácia) foi o escolhido no título da França. Em 2010, quem venceu foi a Espanha, mas o premiado foi Diego Forlán (Uruguai) e no título da Itália, o melhor foi Zinédine Zidane (França).

O argentino Lionel Messi (que ficou com a Bola de Prata) jogou mais ao longo da Copa e Kylian Mbappé (França) artilheiro absoluto da competição, com a bola de bronze e mereciam a conquista mesmo que o francês não estivesse na final e o argentino não tenha brilhado no último jogo, como nos demais.

Havia outros candidatos a serem avaliados tecnicamente, mas como em todos os eventos dessa natureza, há diversos caminhos para a escolha, o percorrido pela FIFA não me parece ter sido o melhor deles.

Resta saber, quem escolhe os premiados? Eis a questão.

E tem mais…

Se a última partida da Copa, aquela que define o campeão, tivesse que servir como parâmetro para uma escolha, o premiado como o melhor goleiro teria que ter sido Emiliano Martinéz (Argentina). Aliás, sobre ele, ouvi do narrador Nilson César (Rádio Jovem Pan/SP): “Esse goleiro está igual a filho de político brasileiro, sempre bem colocado…”.

Já em 2030…

Com o manifesto desejo do presidente da FIFA, o suíço-italiano Gianni Infantino, em aumentar para 64 participantes, a próxima Copa do Mundo será disputada não em apenas três, mas em cinco países. É que além das sedes principais (Espanha, Portugal e Marrocos, vamos ter um jogo em três sedes da América do Sul: Uruguai, no Estádio Centenário, em Montevidéu, onde ocorreu a primeira final da história da Copa vencida pelos anfitriões; Argentina (Estádio Monumental de Nuñez/Buenos Aires) simbolizando o país como finalista e vice-campeão da edição de 1930 e no Paraguai, no estádio Nacional, em Assunção, reconhecimento da Fifa à primeira e única Confederação existente à época do Mundial de 1930.

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