AMIN JÁ PERDE PARA DÉCIO NO PRIMEIRO VOTO AO SENADO

A nova pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre 14 e 19 de setembro com 1.525 eleitores catarinenses, revela uma fotografia contundente da eleição em Santa Catarina. No primeiro voto para o Senado, Carlos Bolsonaro aparece com 36,2%, Carol De Toni com 22,4% e Décio Lima com 15,1%. Amin não está entre os três primeiros divulgados nessa modalidade. No segundo voto, Carol tem 35,5%, Amin 22% e Carlos 15%.

Amin, portanto, já perde para Décio no primeiro voto ao Senado, numa sensível queda em relação à posição que vinha ocupando. Ao mesmo tempo, aparece forte como segunda escolha. A distribuição dos votos revela o voto casado do catarinense: Carlos lidera o primeiro voto e Carol lidera o segundo, indicando a formação de uma chapa pura do PL. As duas vagas, probabilisticamente, tendem a ficar com os dois candidatos.

O resultado ganha dimensão diante da massiva campanha contra Carlos promovida durante meses por grandes meios de comunicação de Santa Catarina. Foram matérias, colunas, editoriais, charges e sucessivas abordagens negativas, além da promoção de pesquisa própria que destoou completamente de outros levantamentos. A pergunta que se impõe é objetiva: quanto custaria, pelo valor comercial da mídia, todo esse espaço contrário se tivesse de ser efetivamente remunerado? A cifra seria certamente milionária.

É justamente aí que surge a fronteira entre jornalismo e campanha eleitoral disfarçada. Se uma operação dessa magnitude fosse financiada ou coordenada com finalidade eleitoral, poderia flertar com o abuso do poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação. A dimensão econômica desse espaço negativo merece ser conhecida.

Apesar de tudo isso, Carlos aparece com 36,2% no primeiro voto, muito à frente dos demais. Sua ausência de debates, entrevistas e sabatinas, explorada reiteradamente pelos críticos, tampouco impediu seu desempenho. O resultado sugere que a estratégia de comunicação direta com seu eleitorado funcionou.

Amin aparece com 22% no segundo voto, tornando perfeitamente plausível a combinação Décio + Amin. Os dois são amigos, como ambos já declararam, e Amin já esteve no palanque do PT, inclusive ao lado de Lula.

A pesquisa do Veritá para o governo reforça o quadro. Jorginho Mello aparece com 66,1% dos votos válidos, contra 17,2% de João Rodrigues e 13,4% de Gelson Merísio. É uma vantagem que aponta claramente para a possibilidade de vitória já no primeiro turno.

Na eleição presidencial, a vantagem de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina também é acachapante. Se a eleição dependesse apenas dos votos catarinenses, os números seriam suficientes para elegê-lo no primeiro turno.

O significado conjunto dos resultados é evidente: Jorginho pode vencer no primeiro turno, Flávio estaria eleito no primeiro turno se dependesse apenas de Santa Catarina, e Carlos e Carol lideram a disputa pelas duas vagas do Senado.

O que se desenha é a consolidação do bolsonarismo em Santa Catarina, apesar de todo o esforço empregado em sentido contrário.

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