Recuperações judiciais crescem 66% em três anos no Brasil
Número de empresas nessa situação passou de 3.823 em junho de 2023 para 6.341 em junho de 2026

Um indicador específico ajuda a dimensionar as dificuldades enfrentadas atualmente por parte do setor empresarial brasileiro.
O número de empresas em recuperação judicial aumentou de forma expressiva nos últimos três anos.
Dados do Monitor RGF mostram a seguinte evolução, sempre considerando o fechamento do mês de junho:
2023 — 3.823 empresas
2024 — 4.223 empresas
2025 — 4.965 empresas
2026 — 6.341 empresas
Em apenas três anos, portanto, o número de empresas em recuperação judicial aumentou em aproximadamente 66%.
A sequência chama atenção principalmente pela continuidade do crescimento. Foram 400 empresas a mais entre 2023 e 2024, outras 742 entre 2024 e 2025 e mais 1.376 na comparação entre junho de 2025 e junho deste ano.
Ou seja, além de o número crescer ano após ano, o avanço tornou-se mais intenso no período mais recente.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei para empresas que enfrentam dificuldades financeiras e precisam renegociar suas obrigações com os credores para tentar preservar suas atividades.
Portanto, não significa necessariamente falência.
Mas chegar ao ponto de recorrer à recuperação judicial representa, evidentemente, uma situação financeira que exige reestruturação.
E é justamente por isso que a evolução merece atenção.
Em junho de 2023 eram 3.823 empresas.
Três anos depois são 6.341.
São 2.518 empresas a mais nessa condição.
Não é necessário ampliar a análise para dezenas de outros indicadores econômicos, muitos deles já abordados pelo DMA Notícias.
O objetivo desta matéria é registrar um fato específico:
o número de empresas brasileiras em recuperação judicial cresceu de maneira expressiva e a situação se agravou nos últimos três anos.
Os números mostram isso com absoluta clareza.
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