Perspectiva Política
Alianças, estratégias eleitorais e investimentos sociais movimentam os bastidores da política
Mesmo peso, mesmo critério
Alguns veículos de comunicação deveriam adotar o mesmo padrão editorial quando tratam de medidas com impacto fiscal semelhante. Projetos no Senado, como linhas de crédito para renegociação de dívidas do agronegócio, vêm sendo chamados de “pauta-bomba” por elevarem despesas e pressionarem a dívida pública.
Programas também têm custo
O critério, porém, deveria valer para todos. Quando o governo federal amplia linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativo, Minha Casa Minha Vida e outros programas subsidiados, o efeito fiscal também existe. Se um lado é chamado de “pauta-bomba”, o outro não pode ser tratado apenas como política pública sem custo.
Jornalismo e coerência
O jornalismo tem papel fundamental na boa informação do cidadão. Por isso, mais do que escolher rótulos de impacto, precisa aplicar critérios semelhantes a fatos semelhantes. O leitor merece saber quem paga a conta, de onde saem os recursos e quais são os efeitos sobre a dívida pública.
Crise no Novo
As críticas reiteradas do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, acabaram produzindo reflexos dentro da própria legenda. Em Santa Catarina, a executiva estadual decidiu retirar o convite para que Zema participasse do evento partidário marcado para o próximo dia 4 de julho.
Estratégia questionável
O episódio evidencia um desgaste que poderia ser evitado. Zema tem o direito de fazer críticas políticas, mas insistir em um tema já explorado acaba ampliando atritos com um partido que é aliado em diversos estados. Por outro lado, também parece pouco estratégico afastar uma liderança nacional que governou Minas Gerais por dois mandatos e poderá desempenhar papel importante nas articulações do segundo turno presidencial.
Aliança em Santa Catarina
A situação ganha contornos ainda mais delicados em Santa Catarina, onde Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville, é apontado como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Jorginho Mello (PL). Em política, divergências são naturais. O desafio é evitar que elas se transformem em obstáculos para futuras alianças.
Desafio dos dissidentes
Com a chapa majoritária encaminhada — João Rodrigues (PSD) ao Governo, Carlos Chiodini (MDB) como vice, Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) ao Senado — começa agora uma etapa decisiva: trazer os dissidentes para a campanha.
PP e MDB divididos
Tanto no PP quanto no MDB existem detentores de mandato, lideranças e militantes alinhados ao projeto de reeleição de Jorginho Mello. Reduzir esse contingente e transformar apoio formal em engajamento real será um dos maiores desafios da chapa liderada por João Rodrigues.
Atuação social
O deputado Rodrigo Minotto (PDT) e o presidente da Alesc, deputado Júlio Garcia (PSD), anunciaram o encaminhamento de R$ 300 mil para a Apae de Morro da Fumaça. O repasse reforça a atuação de Júlio Garcia, autor da Lei das Apaes, e a dedicação de Minotto às pautas sociais.

Investimentos no município
O anúncio também contemplou R$ 1 milhão para a reforma da Escola Municipal Pietro Maccari e R$ 330 mil para a construção da Praça Esportiva do Loteamento Jaqueline, no bairro Naspolini. Ao todo, os investimentos somam mais de R$ 1,6 milhão em parceria com a administração do prefeito Eduardo Guollo e do vice-prefeito Davi Pellegrin.
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