Só os mais sensíveis se dão conta do que representa a dor de uma saudade, em todos os seus sentidos. É assim na vida pessoal, no relacionamento sentimental, na vivência da existência e até no exercício profissional. No futebol, o principal esporte praticado no mundo, por exemplo, não é diferente. Ou quem teve a felicidade de testemunhar os últimos notáveis que passaram pelos gramados – curiosamente nenhum deles sintético – não está se lamentando pelas irreparáveis perdas que o tempo nos impôs nos últimos anos?

Não vivenciei um número tão expressivo de craques pelos estádios que frequentei, mas me consolo com alguns que vi atuando e que hoje – na obrigatória comparação – me fazem sentir a dor da saudade esportiva.

Comecei com nomes como Bellini, Nilton Santos, Zito, Garrincha, Didi, Pelé, Tostão, Falcão e outros até os tempos recentes. Sim, recentes, porque no Brasil depois de Ronaldinho Gaúcho e Neymar – na sua melhor época – só bons jogadores, nada além disso.

Logo, é natural que tenhamos que preparar o nosso espírito crítico para avaliar as diferenças que o futuro nos reservará a partir da era Maradona e, pior, de agora em diante com Messi e Cristiano Ronaldo saindo de cena nos seus principais palcos, as seleções da Argentina e de Portugal.

Há, outros? Claro que sim. Talvez uma dezena deles, mas fiquei com o argentino e o português, pelas questões do momento.

Fora das suas seleções e apenas nos seus clubes numa prateleira bem abaixo, eles ainda vão brilhar, mas seguramente, longe do que vimos e aplaudimos.

Um gênio

Entre os catarinenses destaco um que conquistou minha admiração eterna: Zenon. Foi o único jogador que me fazia sair de casa para ir assistir seus treinos, num gramado onde só os melhores conseguiam mostrar suas qualidades. Era um artista com a bola nos pés. E foi assim no Avaí, no Corinthians, no Guarani e por onde mais jogou.

Bobagem lusitana

A salutar “briga” entre Flamengo x Palmeiras pelo título do Campeonato Brasileiro volta e meia coloca nos palcos o que deveria ficar nos camarins. Agora mesmo, após o Palmeiras golear o Remo (6×1) e se manter na perseguição ao Flamengo pela liderança da competição, o técnico alviverde disparou contra a CBF por suspostamente favorecer o Flamengo, alegando que não havia nenhum atleta do clube na recente lista de convocações de Carlo Ancelotti. “Não convocaram três ou quatro jogadores do Flamengo porque do Palmeiras não foi nenhum” disparou o português. Puro desconhecimento. O goleiro Carlos Miguel (Palmeiras) foi tirado da lista de convocados, na mesma forma que Samuel Lino (Flamengo) e os dois clubes avisados pela CBF.

Costumo defender Abel Ferreira, mas dessa vez ele foi se meter onde não deve e falou bobagem.

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