Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, contra 40% de Lula; diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Imagem gerada por IA

A disputa pela Presidência da República segue mostrando um cenário de forte equilíbrio entre os dois principais candidatos. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno.

Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40%. Como a diferença entre os dois candidatos é de dois pontos percentuais e a margem de erro da pesquisa também é de dois pontos, para mais ou para menos, não é possível apontar estatisticamente um candidato à frente do outro.

O levantamento chama a atenção, entretanto, por registrar pela primeira vez nesta campanha Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma pesquisa Quaest de segundo turno. Na rodada divulgada em 7 de setembro, os dois candidatos apareciam rigorosamente empatados, com 41% para cada um. Agora, Flávio oscilou um ponto para cima e Lula, um ponto para baixo. As duas movimentações, isoladamente, também estão dentro da margem de erro.

Portanto, mais importante do que interpretar pequenas oscilações entre uma rodada e outra é observar a tendência que vem se consolidando: a eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro apresenta elevado grau de competitividade.

O equilíbrio da Quaest também se aproxima do cenário identificado por outros institutos. O Datafolha divulgado na última sexta-feira mostrou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% no segundo turno, igualmente configurando empate técnico. Nesta segunda-feira, levantamento BTG/Nexus também registrou diferença de apenas um ponto entre os dois, com Lula marcando 47% e Flávio, 46%.

Os resultados não são diretamente comparáveis em seus percentuais, porque cada instituto utiliza metodologia própria, amostragem e períodos diferentes de coleta. Em conjunto, porém, os levantamentos ajudam a mostrar que a disputa entre os dois candidatos permanece apertada nesta fase da campanha.

No primeiro turno, a nova Quaest apresenta cenário diferente. Lula aparece na liderança com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Augusto Cury (Avante) aparece na sequência, com 8%, enquanto Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 4% cada. Romeu Zema (Novo) tem 1%. Indecisos representam 10% e brancos e nulos, 7%.

A diferença entre primeiro e segundo turno ajuda a demonstrar uma das características desta eleição. Enquanto outros candidatos ainda dividem parte dos votos na primeira etapa, numa eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro o eleitorado tende a se concentrar nos dois polos, reduzindo significativamente a distância entre eles.

Pesquisa eleitoral, entretanto, deve sempre ser compreendida como uma fotografia do momento em que os entrevistados foram ouvidos. Ela registra a intenção de voto naquele período e não representa uma previsão definitiva do resultado das urnas.

À medida que a eleição se aproxima, debates, propostas, desempenho das campanhas, posicionamentos dos candidatos e acontecimentos políticos podem interferir na decisão de parcelas do eleitorado. Em uma disputa estatisticamente equilibrada, essas movimentações ganham importância ainda maior.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026.

Os números permitem, neste momento, uma conclusão objetiva: Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, mas não lidera estatisticamente a disputa de segundo turno. Flávio e Lula estão tecnicamente empatados.

Com a campanha entrando em sua fase decisiva, serão as próximas pesquisas — e, principalmente, as urnas — que mostrarão se esse equilíbrio será mantido ou se algum dos candidatos conseguirá construir uma vantagem efetiva.

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