Perspectiva Política
Proteção à vida, respeito às diferenças e um exemplo de gestão que merece reconhecimento

Um dado inaceitável
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o Brasil registrou 399 feminicídios no primeiro trimestre de 2026. Foi o trimestre mais letal desde o início da série histórica, em 2015. Na prática, o país perdeu, em média, mais de quatro mulheres por dia vítimas desse tipo de crime.
Proteção precisa ser prioridade
Esse quadro é inadmissível. Campanhas de conscientização, canais de denúncia, medidas protetivas mais eficazes, investigação rápida, punição rigorosa e políticas permanentes de prevenção precisam ocupar posição central na agenda pública. Combater a violência contra a mulher não é uma bandeira ideológica, mas um dever de toda a sociedade.
Antes que seja tarde
As mulheres brasileiras precisam de proteção real, não apenas de discursos. O Estado, as instituições e a sociedade devem atuar antes que a violência alcance seu desfecho mais trágico. Cada feminicídio representa uma vida interrompida, uma família destruída e uma falha coletiva que o Brasil não pode continuar aceitando como rotina.
Quando a política contamina tudo
A polarização política passou a influenciar áreas que, em princípio, deveriam permanecer distantes das disputas ideológicas. Um exemplo recente é a forma como Neymar vem sendo tratado por parte de jornalistas, comentaristas e influenciadores. Avaliar seu desempenho, discutir sua convocação ou seu momento técnico faz parte do futebol. Afinal, trata-se de um atleta de enorme exposição pública.
A crítica passou do limite
O problema surge quando a análise esportiva é substituída por ataques pessoais motivados, ao menos em parte, por suas posições políticas. Concordar ou discordar de Neymar é um direito de qualquer cidadão. Mas seus números permanecem incontestáveis: ele foi o maior talento revelado pelo futebol brasileiro neste século e figura entre os maiores jogadores da história do país.
Democracia também é respeitar escolhas
Uma democracia madura pressupõe o respeito às escolhas individuais, inclusive políticas. Quando a preferência ideológica passa a ser utilizada como critério para desqualificar a trajetória profissional de alguém, o debate perde qualidade e a intolerância ganha espaço.
Jornalismo acima das preferências
A imprensa tem o dever de informar, analisar e criticar quando necessário. Mas também tem a responsabilidade de separar fatos de preferências pessoais. O jornalismo fortalece a democracia quando avalia pessoas por seus atos e desempenhos, e não pela posição política que escolheram defender.

Palhoça em destaque
Palhoça, na Grande Florianópolis, acaba de conquistar um reconhecimento importante. Segundo levantamento da plataforma MySide, que analisou indicadores criminais em cidades litorâneas de todo o país, o município aparece como a cidade litorânea mais segura do Brasil entre aquelas com mais de 100 mil habitantes.
Números que impressionam
O estudo aponta que Palhoça registrou 6,27 homicídios por 100 mil habitantes, índice bastante inferior à média nacional. Em 2024, foram contabilizados 10 homicídios, contra 19 no ano anterior, representando uma redução expressiva e o menor número entre os municípios da região metropolitana de Florianópolis.
Segurança também é qualidade de vida
Mais do que um indicador estatístico, a segurança pública influencia diretamente a qualidade de vida, a atração de investimentos, o turismo e a confiança da população. Resultados consistentes nessa área não surgem por acaso: são consequência de planejamento, integração entre instituições e políticas públicas permanentes.
Boas práticas merecem reconhecimento
A política costuma ganhar destaque pelos seus conflitos, mas também deve ser lembrada quando produz resultados positivos. O desempenho de Palhoça demonstra que é possível avançar em uma das áreas que mais preocupam os brasileiros. Bons exemplos precisam ser divulgados, reconhecidos e servir de inspiração para outras administrações.
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