No Brasil, viver custa caro antes mesmo de consumir

Impostos, contribuições, taxas e cobranças do dia a dia mostram como o cidadão brasileiro paga muito para viver, trabalhar, comprar, circular e até tentar sobreviver.

Por acaso você conhece ou já ouviu falar nestas siglas: ICMS, IPI, IPVA, IR, IPTU, IOF, ISS, ITBI, ITCMD, II, IE e ITR?

Pois é. Todas elas representam impostos que, direta ou indiretamente, fazem parte da vida do brasileiro. Você paga quando trabalha, quando compra, quando vende, quando tem um imóvel, quando possui um veículo, quando importa, quando consome um serviço, quando recebe renda e até quando transfere patrimônio.

E não para por aí.

Além dos impostos, ainda entram na conta contribuição ao INSS, taxa de lixo, taxas de cartório, tarifas públicas, emolumentos, cobranças municipais, estaduais e federais. O brasileiro paga para viver, para produzir, para circular e, muitas vezes, até para tentar sobreviver.

A situação chega ao ponto de o cidadão pagar estacionamento para ir a um shopping consumir. E, se preferir estacionar na rua, em boa parte das grandes cidades encontrará a Zona Azul, onde também terá que pagar. Ou seja: até antes de comprar, já existe uma cobrança.

Se entrarmos no campo das multas, provavelmente o prezado leitor nem chegará ao fim desta matéria.

O problema central não é apenas pagar impostos. Toda sociedade organizada precisa arrecadar para financiar serviços públicos. A questão é outra: o brasileiro paga muito e recebe pouco em troca.

Segurança deficiente, saúde com filas, educação abaixo do necessário, estradas ruins, burocracia pesada e serviços públicos muitas vezes distantes do padrão mínimo aceitável.

O Brasil precisa discutir seriamente o peso do Estado sobre o cidadão. Não é possível continuar aumentando cobranças enquanto a entrega permanece insuficiente.

O trabalhador, o empresário, o consumidor e o contribuinte precisam ser respeitados. Porque, no fim, todas essas siglas caem no mesmo bolso: o bolso do brasileiro.

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