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A dúvida que vivem milhões de brasileiros sobre a possibilidade de Neymar jogar ou não a Copa do Mundo, me faz lembrar minha passagem profissional na crônica esportiva. Muitas vezes critiquei ou endossei opiniões contra atletas que declaravam uma contusão na famosa “panturrilha”. Principalmente quando o jogo seguinte do time era distante de sua sede e ao tempo em que as viagens castigavam com estradas ruins e ônibus piores, vinha sempre a desconfiança sobre a anunciada lesão. Afinal, pouca gente conhece o quanto é dolorida uma dor na panturrilha, assim como a de quebrar uma clavícula. E são duas contusões temidas pelos profissionais.

Pois hoje, a dor do Neymar se espalha pela torcida brasileira e chega até quem comanda a Seleção. O craque da 10 é dúvida, mas continua contando com a esperança nacional.

A minha dor

Sabem quando passei a valorizar as reclamações da famosa contusão na panturrilha? Quando jogando Futebol Socyet – hoje Futebol 7 ou Fut 7 – disputado em quadra de piso sintético, senti a maldita dor. Foi uma reação tipo receber uma pedrada na popularmente chamada “batata da perna”. A quadra, coberta, se bem me lembro, localizada no espaço onde hoje é o Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, pertencia ao ex-jogador Adilson Heleno que reunia, uma vez por semana seus amigos e o pessoal da imprensa. Dalí em diante nunca mais duvidei de qualquer reclamação sobre a famosa contusão.

Divergências

A discussão do momento é sobre as divergências médicas, superiores aos dois milímetros que afetam a panturrilha direita de Neymar. O que dizem os preparadores do Santos, que o prazo de recuperação de Neymar é a partir da data da contusão, no jogo com o Coritiba, é animador, mas não parece comprovado. Para evitar polêmicas e em defesa da chamada ética profissional, entenderam mais prudente aguardar pelo tempo e torcer para que o jogador possa cumprir a sua missão na Copa do Mundo, que está chegando.

Não é novidade

Neymar não é o primeiro atleta da seleção em Copas a ser convocado machucado. A história dos Mundiais registra alguns outros, como Romário, Zico, Ronaldo e Rivaldo. O nosso atual técnico Carlo Ancelotti, sempre disse preferir atletas 100% fisicamente, mas comentou também que poderia se valer de jogadores que se recuperem de algum desconforto na caminhada nos Estados Unidos, Canadá e México. É o caso de Neymar que enfrentará os mesmos desafios de Zico, Ronaldo e Rivaldo – pois Romário foi cortado – para jogar a sua quarta Copa do Mundo.

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