GERP aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no Rio de Janeiro

Senador registra 45% e presidente alcança 44% em eventual segundo turno, revelando uma disputa marcada por equilíbrio no eleitorado fluminense

Imagem gerada por IA

Pesquisa do Instituto GERP divulgada nesta terça-feira (21) aponta empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre os eleitores do Estado do Rio de Janeiro.

No cenário apresentado aos entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 45% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44%. A vantagem numérica do senador é de apenas um ponto percentual.

Como a margem de erro do levantamento é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível afirmar que exista uma liderança estatisticamente definida.

Flávio Bolsonaro pode variar entre 41,9% e 48,1%, enquanto Lula aparece em uma faixa entre 40,9% e 47,1%. A ampla sobreposição dos intervalos confirma tecnicamente o empate.

A pesquisa ouviu mil eleitores do Estado do Rio de Janeiro entre os dias 13 e 15 de julho de 2026. O levantamento possui nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02209/2026.

O resultado revela uma disputa extremamente equilibrada em um dos estados de maior importância eleitoral do país. A diferença de apenas um ponto mostra que pequenas movimentações do eleitorado podem alterar a posição numérica dos dois nomes.

O desempenho de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro possui um significado político particular. O senador construiu sua trajetória eleitoral no estado e busca aproveitar a forte presença do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro entre os eleitores fluminenses.

Lula, por outro lado, demonstra capacidade de manter uma parcela expressiva do eleitorado do estado. Alcançar 44% em uma eventual disputa direta mostra que o atual presidente permanece competitivo mesmo em um território considerado importante para o campo político adversário.

A rejeição elevada dos dois nomes também deverá influenciar o comportamento do eleitorado. Em uma eleição polarizada, não basta conservar os votos já conquistados. Os candidatos precisarão reduzir resistências e convencer aqueles que não desejam escolher nenhum dos dois.

Uma disputa de segundo turno costuma exigir ampliação de alianças, diálogo com eleitores de outras candidaturas e apresentação de propostas capazes de superar os limites das bases políticas tradicionais.

A disputa está aberta, sem liderança estatisticamente consolidada, e deverá exigir dos dois lados capacidade para ampliar apoios e apresentar respostas aos problemas enfrentados pela população.

A decisão final caberá aos eleitores.

Hashtags: #PesquisaGERP #FlávioBolsonaro #Lula #RioDeJaneiro #Eleições2026 #PesquisaEleitoral #SegundoTurno #EmpateTécnico #PresidênciaDaRepública #DMANotícias

Sobre o autor

Compartilhar em: