Perspectiva Política
A disputa pelo Governo de Santa Catarina, os desafios da sucessão política nacional e um exemplo de gestão pública que merece ser seguido.
Duas batalhas em Santa Catarina
A eleição para o Governo de Santa Catarina começa a se desenhar com duas grandes batalhas. A primeira será a tentativa do governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição, de vencer ainda no primeiro turno. As pesquisas divulgadas até aqui indicam um cenário favorável ao atual governador, embora levantamentos eleitorais retratem um momento específico e não representem uma previsão do resultado final.

A força da aprovação
Além dos números das pesquisas, Jorginho conta com outro fator relevante: a elevada aprovação de sua gestão. As entregas nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, segurança pública e o forte perfil municipalista ajudam a explicar sua posição no cenário atual. Esse conjunto obriga os adversários a buscarem estratégias capazes de romper uma vantagem política construída ao longo do mandato.
Disputa pelo segundo turno
Caso a eleição avance para uma segunda etapa, a outra grande batalha tende a ser pela vaga no segundo turno. Nesse cenário, João Rodrigues (PSD) e Gelson Merísio (PSB) aparecem como os principais postulantes. João disputa espaço em um campo político semelhante ao do governador e ainda precisa administrar dissidências dentro de partidos que compõem sua coligação, já que parte de suas lideranças e mandatários mantém alinhamento com o projeto de reeleição de Jorginho Mello.
Os desafios de Merísio
Gelson Merísio também terá obstáculos importantes. Além de dividir sua principal base política, o Oeste catarinense, com João Rodrigues, precisa consolidar sua inserção junto ao eleitorado de esquerda. Parte desse segmento ainda observa com desconfiança seu posicionamento na eleição presidencial anterior, quando apoiou Jair Bolsonaro. Soma-se a isso a repercussão das recentes declarações do presidente Lula sobre Santa Catarina, episódio que continua gerando debates e reações entre parcela expressiva dos catarinenses e que pode influenciar o ambiente da campanha.
A campanha decidirá os rumos
Faltando pouco mais de 100 dias para a eleição, nenhum cenário pode ser tratado como definitivo. As pesquisas mostram tendências, mas não elegem candidatos. Em disputas majoritárias, a capacidade de ampliar apoios, dialogar com o eleitor indeciso e responder aos desafios que surgem ao longo da campanha costuma ser tão importante quanto preservar a fidelidade da própria base. É justamente nessa etapa que, muitas vezes, o rumo definitivo da eleição começa a ser traçado.
Depois de Lula, quem?
A política brasileira passou por profundas transformações nas últimas décadas. Houve um período em que a participação popular no debate político era bem mais limitada e as disputas nacionais ocorriam, em grande parte, entre forças de perfil ideológico relativamente próximo. Esse cenário mudou de forma significativa com o fortalecimento da polarização política observado nos últimos anos.
Novas lideranças à direita
No campo da direita, apesar das diferentes correntes existentes, surgiram diversas lideranças nacionais e regionais que passaram a disputar espaço e protagonismo. Essa pluralidade de nomes amplia as alternativas de representação e mantém o debate interno bastante ativo.
O desafio da sucessão
Na esquerda, o cenário parece diferente. Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo a principal referência política desse campo e, aos 80 anos, permanece como sua liderança de maior capacidade de mobilização. Ao mesmo tempo, a sucessão tornou-se um dos principais desafios para os partidos que compõem esse espectro político.
Um ciclo que se aproxima do fim
Independentemente do resultado da eleição deste ano, é natural que o debate sobre a renovação das lideranças ganhe força. Ao longo da história, todos os grandes líderes políticos tiveram seus ciclos. A questão que permanece em aberto é quem será capaz de ocupar esse espaço no futuro. Existem nomes em construção, mas, até o momento, nenhum demonstrou reunir o mesmo alcance nacional, capacidade de articulação e carisma político que marcaram a trajetória de Lula nas últimas quatro décadas.

Boa gestão merece destaque
Criciúma é considerada uma referência nacional em transparência pública. O município ostenta o selo Diamante e alcançou índice de 95,23% no Radar Nacional da Transparência Pública, tornando-se a única cidade de Santa Catarina com mais de 100 mil habitantes a atingir esse patamar de excelência.
Transparência na prática
A cidade também se destaca na avaliação da gestão fiscal e da transparência das contas públicas. Informações sobre contratos, licitações, despesas, saúde e demais áreas da administração podem ser consultadas diretamente no Portal da Transparência da Prefeitura.
Exemplo a ser copiado
Bons exemplos precisam ser divulgados, reconhecidos e, acima de tudo, copiados. Se outras administrações públicas desejarem uma referência de transparência e responsabilidade com o cidadão, podem olhar com atenção para Criciúma. A cidade do Sul catarinense mostra que boa gestão também merece ser notícia.
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