Perspectiva Política

Bastidores da pré-campanha, estratégias eleitorais e os movimentos que começam a moldar a disputa em Santa Catarina.

Foto: Redes Sociais / Reprodução DMS

Até o futebol entra no jogo
Mesmo em período de pré-campanha, os envolvidos na disputa política não querem perder nenhuma oportunidade de comunicação. A vitória difícil do Brasil sobre o Japão, decidida apenas no fim da partida com gol de Martinelli, rapidamente ganhou leitura eleitoral nas redes sociais.

O número virou mensagem
Como Martinelli usava a camisa 22, o número acabou sendo associado por apoiadores ao Partido Liberal, que também utiliza o 22 como identificação eleitoral. A imagem passou a circular como uma espécie de “solução para o Brasil”, misturando futebol, simbolismo e disputa política.

Campanha em tempo real
O episódio mostra como a comunicação política atual funciona em tempo real. Qualquer imagem, frase, gesto ou coincidência pode ser transformado em peça de mobilização. Em tempos de redes sociais, a fronteira entre fato esportivo, meme e propaganda política ficou cada vez mais estreita.

Quem fala por Santa Catarina?
As declarações do presidente Lula durante agenda em Itajaí continuam repercutindo e já produziram reações políticas, entre elas o anúncio do governador Jorginho Mello de que pretende adotar medidas judiciais, alegando que houve manifestação de caráter xenófobo. Independentemente dos desdobramentos jurídicos, um aspecto chamou a atenção deste colunista.

Silêncio que chama atenção
Ao acompanhar as redes sociais e os principais veículos de comunicação, observou-se que poucas lideranças e parlamentares catarinenses se manifestaram publicamente em defesa do estado e de sua população. Curiosamente, foi possível encontrar manifestações de apoio aos catarinenses feitas por parlamentares de outras unidades da Federação.

Acima das diferenças
Existem momentos em que as divergências partidárias deveriam ficar em segundo plano. Defender os interesses de Santa Catarina não significa apoiar este ou aquele governo, tampouco concordar com determinada corrente política. Significa representar a população que confiou seu voto aos seus parlamentares.

Mandato também é representação
Quem exerce mandato público representa, antes de tudo, os cidadãos de seu estado. É natural que existam interpretações diferentes sobre um mesmo episódio. Mas, quando uma parcela significativa da população sente que seu estado foi atingido, espera-se que seus representantes, independentemente de partido ou ideologia, ao menos se posicionem. O silêncio, em determinadas circunstâncias, também transmite uma mensagem.

Cenário desafiador
O pré-candidato ao Senado Décio Lima (PT) chega à disputa com uma trajetória política consolidada. Foi prefeito de Blumenau por dois mandatos e exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal. Ainda assim, a eleição de 2026 se desenha como uma das mais desafiadoras de sua carreira.

Mudança no tabuleiro
Historicamente, o PT enfrenta dificuldades eleitorais em Santa Catarina. Além disso, a composição das chapas alterou o cenário inicialmente projetado. Em um primeiro momento, havia a expectativa de que a chapa liderada por João Rodrigues apresentasse apenas o senador Esperidião Amin como candidato ao Senado, o que poderia abrir espaço para a disputa pelo segundo voto do eleitor.

Espaço mais disputado
Com a entrada de Antídio Lunelli na chapa majoritária, o cenário tornou-se mais competitivo. A tendência é de que parte significativa do eleitorado alinhado ao projeto de João Rodrigues concentre seus dois votos nos candidatos da própria coligação, reduzindo a margem para candidaturas de outros campos políticos.

Novo componente político
Soma-se a isso a repercussão das recentes declarações do presidente Lula em Santa Catarina. Décio Lima é uma das principais lideranças do PT no estado e mantém reconhecida proximidade política com o presidente. Em um momento em que o episódio ainda provoca debates e reações entre parte da sociedade catarinense, esse contexto passa a ser mais um elemento que poderá influenciar o ambiente da campanha.

Convenções definidas
Os três principais pré-candidatos ao Governo de Santa Catarina já têm datas marcadas para as convenções partidárias que devem oficializar suas candidaturas. O primeiro será Gelson Merísio (PSB), com evento previsto para o dia 21 de julho, na Assembleia Legislativa.

Agosto decisivo
No dia 1º de agosto, será a vez de João Rodrigues (PSD), também com convenção marcada para a Alesc. No mesmo dia, o governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, realizará sua convenção na Arena Opus, em São José.

Reta de oficialização
As convenções marcam o início formal da consolidação das candidaturas e das chapas que disputarão o pleito. Os demais pré-candidatos ainda não divulgaram as datas de seus respectivos encontros partidários.

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