Perspectiva Política
Campanha, presença política e leitura dos bastidores eleitorais movimentam o cenário
Velho discurso, pouco resultado
Definitivamente, uma das maiores chatices das campanhas eleitorais é o eterno debate sobre quem apoiou quem no passado. Fulano esteve com determinado grupo político, sicrano mudou de lado, outro apoiou um adversário em eleição anterior. O assunto sempre reaparece como se fosse uma grande novidade.
A política é dinâmica
Na prática, a política é marcada por alianças, circunstâncias e rearranjos que variam conforme o momento histórico e eleitoral. Em Santa Catarina não é diferente. O governador Jorginho Mello já integrou a base de apoio do governo Dilma. Gelson Merísio apoiou Jair Bolsonaro em 2022. Esperidião Amin apoiou Lula em 2006. MDB, PSD e PP participaram ou participam de governos distintos em diferentes períodos. O próprio MDB integrou a atual gestão estadual.
O que interessa ao eleitor
Transformar esse tema no centro da campanha é apenas mais um capítulo de um debate que pouco acrescenta à vida das pessoas. O eleitor quer saber quais são as propostas para saúde, segurança pública, infraestrutura, educação, geração de empregos e desenvolvimento econômico. O passado político de alianças pode até compor o contexto, mas dificilmente resolverá os problemas do presente.
Menos rótulos, mais propostas
A eleição será uma oportunidade para discutir o futuro de Santa Catarina. Quanto mais os candidatos focarem em propostas concretas e menos em disputas sobre quem esteve ao lado de quem em eleições passadas, maior será a contribuição para a qualidade do debate público.
Distância perigosa
É muito comum políticos conquistarem um mandato e, ao longo dos anos, se distanciarem da população que os elegeu. Não por acaso, a lista de parlamentares que cumprem apenas um mandato e não conseguem se reeleger é extensa. Na maioria das vezes, isso decorre de uma escolha estratégica equivocada.
Presença importa
O eleitor gosta de perceber a presença de seus representantes. Visitas aos municípios, participação em eventos, contato com lideranças e prestação de contas são atitudes que ajudam a manter viva a conexão entre o mandato e a população.
Comunicação ou ausência?
Um caso que chama atenção é o do senador Jorge Seif. Nestes primeiros anos de mandato, sua presença em Santa Catarina teve pouca repercussão pública quando comparada a outros agentes políticos. Se isso reflete uma atuação menos intensa no estado, pode representar um erro estratégico. Se não for o caso, então a comunicação do mandato está falhando em mostrar ao eleitor aquilo que está sendo realizado. Em política, fazer é importante, mas comunicar também é parte essencial do trabalho.

Produção legislativa
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Pepê Collaço (PP), analisou 32 matérias de diferentes áreas, demonstrando a amplitude dos temas que passam pelo Parlamento catarinense.
Temas diversos
Entre os projetos aprovados pela comissão estão iniciativas ligadas à causa animal, educação, turismo e políticas sociais. Destaque para o Programa Catarinense de Solidariedade Veterinária, Educação para o Trânsito, Programa de Parentalidade Positiva e Direito ao Brincar e a Política Estadual de Arborização Urbana em Santa Catarina.
Próximas etapas
A aprovação na CCJ representa uma etapa importante, mas não definitiva. As matérias ainda serão analisadas por comissões temáticas específicas antes de seguirem para votação em plenário. É nesse processo que os projetos recebem aperfeiçoamentos e ganham maturidade antes de uma eventual transformação em lei.
Pesquisa e discurso
Sem entrar no mérito dos questionamentos sobre a credibilidade dos institutos, existe uma máxima em campanhas eleitorais: candidatos que não aparecem bem nas pesquisas costumam questionar metodologia, amostragem ou leitura do cenário.
A rua e os números
Alguns dizem que os levantamentos não refletem o “sentimento das ruas”. Outros pedem calma e afirmam que o cenário ainda vai mudar. Faz parte do jogo político. Na prática, ninguém quer reconhecer publicamente um resultado desfavorável.
Manter a militância de pé
O motivo é simples: assumir uma pesquisa ruim como verdadeira pode desmotivar correligionários, apoiadores e militantes. E, em uma campanha, a última coisa que um candidato pode fazer é transmitir a sensação de derrota antes da hora.
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