Uma reunião na Confederação Brasileira de Futebol estabeleceu um parâmetro que serve para administrar o futebol nacional, em todas as suas categorias. O presidente Samir Xaud está usando a sua força política e administrativa para convencer os clubes da necessidade de importantes modificações no nosso futebol. No momento apenas os clubes mais poderosos e as federações mais influentes, estão se opondo às ideias da CBF na aplicação de importantes mudanças comportamentais.

Após convencer as federações a diminuírem seus campeonatos – o que já ocorreu esse ano – Samir quer promover alterações que batem de frente com os tradicionais interesses dos clubes, que na maioria das vezes, apontam para vantagens individuais, abdicando de projetos com relevância coletiva.

Ultimamente o presidente da CBF tem dedicado seu esforço no sentido de reunir seus filiados na quase impossível formação de uma liga única. Mas como obter tão importante objetivo com a atual formação da maioria dos dirigentes de clubes?

Eis uma questão a ser superada.

Enquanto isso…

A CBF está propondo alterações que atendem diretamente ao interesse dos torcedores e da expressiva maioria de quem acompanha o futebol.

Fruto de pesquisas que mostram o desinteresse cada dia maior pelo futebol nacional, o Departamento de Competições da entidade quer aplicar um urgente plano de recuperação do prestígio perdido.

A começar pelo retorno da prerrogativa de determinar os horários dos jogos das competições, hoje sob o domínio das televisões detentoras de direitos de transmissão.

O foco é melhorar a presença de público nos estádios, promovendo os jogos em horários diurnos e não noturnos.

Os conflitos

Outro caminho desejado é reduzir e, se possível evitar, os conflitos entre partidas das séries A e B nacionais. Na mesma mira estão os jogos aos domingos à noite e a volta das partidas na chamada janela das 11 horas dos domingos. Tudo isso visando retornar com a prioridade da presença do público nos estádios.

Obstáculos

Mas há obstáculos que precisam ser superados. Dobrar as detentoras de direitos, postular alterações nos calendários das competições continentais, evitar jogos no mesmo dia numa mesma cidade e administrar a explícita dependência financeira da maioria dos clubes com a tvs, são obstáculos difíceis.

Superados os problemas – que não são pequenos – será possível pensar num futuro que, necessariamente, deve atingir as federações estaduais, especialmente no que diz respeito aos horários dos jogos dos seus campeonatos.

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