Estamos prontos?

Passamos da metade do caminho em busca do tão sonhado hexa campeonato mundial de futebol. Até aqui foram quatro jogos com comportamentos e resultados diferentes. Um começo claudicante no empate (1×1) com Marrocos, uma vitória (3×0) com brilho duvidoso contra o Haiti e uma atuação mais firme na vantagem de 3 a 0 contra a Escócia, nos colocaram na fase apelidada de 16 avos, com a forte, organizada e determinada seleção japonesa e a mais importante vantagem (2×1) até agora.
Diante do que já fizemos e da expectativa que temos para a competição é de se perguntar: estamos prontos para continuar sonhando com o hexa? Tenho minhas dúvidas e entendo que o jogo de hoje, contra a Noruega, vai determinar o parâmetro para o futuro da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo.
É incontestável que o Japão nos ofereceu o mais importante momento da competição. Pela qualidade, pela organização tática e pela determinação que encontramos no adversário, ficou muito clara uma vantagem que nos foi fundamental: o poder de reação do time brasileiro, a partir do entendimento que os jogadores tiveram dos ensinamentos do técnico Carlo Ancelotti. Foi dele, indiscutivelmente, o grande mérito da virada produzida contra os japoneses. Mas isso não pode nos impor o conceito de que estamos prontos para chegar e ganhar a grande final, contra quem quer que seja.
Só ganhar da Noruega pode não ser o suficiente. Será preciso ganhar, merecendo a vitória, sendo superior e mostrando a qualidade coletiva que ainda não apresentamos.
E isso só será possível se as novas ordens, certamente os novos planos e as necessárias apostas de Ancelotti, superem as expectativas. Tomara que sim.
Só uma
Pelo que se viu até agora, só uma seleção parece estar pronta para chegar à final: a França. As demais ainda caminham em busca de uma necessária confirmação. Assim como a Alemanha, eliminada mais uma vez antes das oitavas de final não estava, a percepção que se tem é a de que também Espanha, Argentina e Portugal, outras favoritas, também não estão.
Perdemos Kalu
Tristeza para todos nós. Santa Catarina perdeu ontem (4) um de seus maiores desportistas. Faleceu Luiz Carlos Gonzaga Borbosa (Kalu), um paulista (Tupã) que em 1975 decidiu viver em Lages e se transformou num dos mais importantes dirigentes do esporte catarinense. Entre outros feitos, Kalu criou os Joguinhos Abertos de Santa Catarina na gestão de Zuleika Mussi Lenzi na Secretaria de Esporte e Cultura, tendo Felipe Abrahão Neto (Feio) como diretor de esportes. Em diversas edições, foi o responsável pela organização dos Jogos Abertos de Santa Catarina e dos Jogos Universitários Brasileiros disputados em Santa Catarina, na gestão de Pedro Bastos.
Comendador do Esporte, Kalu deixa uma enorme lacuna no esporte catarinense.
Aos seus familiares e amigos, manifesto o meu sentimento de uma perda irreparável de um fraterno amigo e um zeloso mestre.
