Voa, canarinho, voa…

Sorte lançada, apostas feitas, o que nos resta a partir de agora é esperar que os 26 personagens escolhidos pelo técnico Carlo Ancelotti, cumpram o seu papel e bem representem o futebol mais vezes campeão do mundo.
A luta pelo hexa campeonato, que já dura 24 anos se renova reforçada pela coincidência do mesmo espaço de tempo que antecedeu 1994. Também naquele ano, igualmente nos Estados Unidos, estávamos o mesmo ciclo sem vencer uma Copa do Mundo.
Particularmente não acredito nisso, mas como o Brasil é um país onde as crenças populares reforçam a ilusão de um controle sobre o incerto, quem sabe a letra do samba cantado pelo ex-jogador e hoje comentarista, Júnior, para a Copa de 1982, vai alimentar uma esperança que naquele ano e nos últimos campeonatos se diluiu de forma melancólica.
Mas, confesso, no futebol não confio na crença.
Falácias
O Figueirense está decidindo o seu futuro com duas propostas para a compra da sua fatídica e desastrosa Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Por razões óbvias, me abstenho de avaliar e opinar sobre as duas propostas apresentadas e, mais ainda, as verdadeiras intenções dos seus proponentes. O que sei é que ambas repetem o discurso do uso da tal “confidencialidade” que esconde do maior interessado, o torcedor, as verdades explícitas nos documentos. Os torcedores, uns na santa inocência, outros insuflados por opiniões apócrifas, se digladiam tomando partido pelo incerto e não sabido.
A última etapa das discussões passou a girar em torno de quem é ou não da cidade, fugindo da essência da questão que é definir quem tem mais competência administrativa. Que, numa análise final, também representa ter recursos financeiros.
Novos tempos
A CBF considerou como erros as interpretações da arbitragem do jogo Palmeiras 1 x 0 Chapecoense e afastou a equipe que trabalhou na partida. Os dois principais lances polêmicos – anulação do gol da Chapecoense e a marcação do pênalti em favor do time catarinense – foram considerados pela Comissão de Arbitragem como determinados “sob pressão”, um cenário considerado inadequado para uma arbitragem.
Na anulação do gol, a comissão entendeu como “um contato sem impacto direto na jogada”. Já no pênalti, a interpretação é de que “não havia imagem conclusiva para comprovar se a infração ocorreu dentro da área”.
O árbitro Felipe Fernandes de Lima, seus assistentes (todos mineiros) e a equipe VAR, estão afastados inclusive dos jogos da Série B, durante a Copa do Mundo.
