SC conquista centros tecnológicos e coloca Joinville no radar global do óleo e gás com investimento de até R$ 380 milhões

Parceria entre SENAI/SC e Petrobras viabiliza três estruturas no Instituto SENAI de Inovação em Joinville, com foco em equipamentos de grande porte, robótica e processamento a laser; o Cetemo é a maior delas e deve receber R$ 283 milhões em aportes, dentro de um pacote total estimado em cerca de R$ 380 milhões.

Foto: Divulgação Fiesc

Santa Catarina segue consolidando um caminho que, na prática, já virou marca registrada do estado: transformar indústria e inovação em vantagem competitiva. Joinville deve dar um salto importante com a instalação de três centros tecnológicos no Instituto SENAI de Inovação, resultado de parceria com a Petrobras, mirando o desenvolvimento de tecnologia de ponta para o setor de óleo e gás — e com reflexos diretos na cadeia metalmecânica regional.

O anúncio envolve um volume robusto de investimentos, estimado em aproximadamente R$ 380 milhões ao longo dos próximos anos, e coloca o Norte catarinense como polo de excelência em desenvolvimento e testes de equipamentos mecânicos de grande porte, aqueles que exigem capacidade de engenharia, prototipagem e validação em níveis que o Brasil, historicamente, ainda busca dominar.

A principal estrutura do pacote é o Centro Tecnológico de Equipamentos Mecânicos para Operações de Óleo e Gás (Cetemo), com aportes na faixa de R$ 283 milhões (em algumas divulgações, aparece arredondado para R$ 280 milhões). O projeto foi selecionado em chamada pública da Petrobras em nome do Consórcio Libra, que reúne Petrobras e grandes players internacionais do setor, ampliando o potencial de cooperação e transferência de conhecimento.

O Cetemo se soma a dois centros que já vinham sendo estruturados a partir de acordos firmados em 2023: o Centro de Tecnologia em Robótica e o Centro de Tecnologia em Processamento a Laser, voltados à evolução tecnológica em robótica e manutenção aditiva a laser para óleo e gás — com capacidade de beneficiar também outros segmentos de alta exigência técnica, como automotivo, aeroespacial, energia, naval, mineração e transporte.

Na avaliação da FIESC, a nova estrutura abre oportunidades concretas para elevar a competitividade nacional em óleo e gás, fortalecer fornecedores e sofisticar a cadeia metalmecânica da região — em outras palavras: trazer para Santa Catarina um tipo de tecnologia que o Brasil ainda não domina plenamente e que pode destravar contratos, exportação de conhecimento e parcerias internacionais.

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