O que precisamos aprender? Governantes passam, o Brasil permanece

Respeitar a escolha das urnas e desejar que o país avance são atitudes que precisam sobreviver às diferenças políticas.

A democracia se sustenta na pluralidade. Pessoas pensam de maneiras diferentes, defendem propostas distintas e escolhem caminhos que nem sempre coincidem. Na eleição, essa diversidade se transforma em voto, e a maioria concede a alguém o direito de governar por um período determinado. É o mandato. Depois, o eleitor volta a decidir.

O que precisamos aprender é que o encerramento de uma disputa exige uma mudança de postura. Mesmo quando o vencedor não é aquele que escolhemos, respeitar o resultado precisa significar mais do que aceitar a contagem dos votos. É reconhecer a legitimidade de quem recebeu a responsabilidade de governar e desejar que essa gestão produza resultados positivos para a população.

Isso não exige silêncio, adesão partidária ou abandono das próprias convicções. Fiscalizar, cobrar, denunciar irregularidades e fazer oposição são atitudes necessárias à democracia. Um governo deve ser questionado por seus erros e cobrado por suas promessas. A responsabilidade também está em reconhecer seus acertos.

Existe, porém, uma distância enorme entre exercer a crítica e desejar o fracasso. Torcer para que a economia desande, o desemprego aumente ou os serviços públicos piorem apenas para poder dizer “eu avisei” é colocar a preferência política acima da vida das pessoas.

Quando um governo fracassa, as consequências chegam à mesa das famílias, ao emprego dos trabalhadores, às empresas e às oportunidades dos jovens. A conta alcança inclusive quem votou na oposição. Nenhum título eleitoral oferece proteção contra os problemas do país.

Precisamos amadurecer essa compreensão. A campanha termina, mas a vida continua. O adversário político permanece sendo brasileiro, vizinho, colega de trabalho e, muitas vezes, alguém da própria família. Uma divergência nas urnas não pode nos transformar em inimigos permanentes.

Governantes podem ser substituídos na eleição seguinte. O Brasil continua sendo a nossa pátria. Desejar que ele avance, independentemente de quem esteja no comando, é uma responsabilidade que deveria nos unir.

#Democracia #Eleições #RespeitoAoVoto #Cidadania #Brasil #Opinião #DMANotícias

Sobre o autor

Compartilhar em: