Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial

Ferran Torres marcou aos 106 minutos o gol que encerrou a resistência argentina e confirmou o domínio espanhol na decisão

Depois de 120 minutos de uma decisão marcada pelo domínio espanhol e pela resistência argentina, a Espanha venceu por 1 a 0 e conquistou a Copa do Mundo de 2026. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos 106 minutos, no início do segundo tempo da prorrogação.

A final foi disputada neste domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, nos Estados Unidos. Com a conquista, a seleção espanhola tornou-se bicampeã mundial, repetindo o feito alcançado pela primeira vez em 2010, na África do Sul.

O placar apertado não traduz completamente aquilo que aconteceu dentro de campo. A Espanha controlou praticamente toda a partida, manteve maior posse de bola, pressionou a saída argentina e acumulou oportunidades. A Argentina adotou uma postura mais defensiva, procurando suportar a pressão e encontrar espaços para contra-atacar.

Durante os 90 minutos regulamentares, a equipe espanhola teve 15 tentativas de finalização, enquanto a Argentina não registrou nenhuma. O goleiro Emiliano Martínez foi o grande responsável por manter a igualdade, realizando dez defesas — um recorde em finais de Copa do Mundo.

A Espanha apresentou desde os primeiros minutos o estilo que marcou sua campanha: controle da bola, movimentação constante, aproximação entre os jogadores e paciência para construir as jogadas. O problema estava na conclusão.

A seleção europeia chegava com frequência ao campo de ataque, mas encontrava uma defesa argentina compacta e um goleiro em atuação destacada. Lamine Yamal, Ferran Torres e os demais jogadores ofensivos procuravam espaços, enquanto a Argentina concentrava seus esforços em impedir que o domínio territorial se transformasse em gols.

A equipe argentina teve enorme dificuldade para atacar. Lionel Messi recebeu pouca liberdade para organizar as jogadas, e os homens de frente permaneceram isolados durante grande parte da decisão. A estratégia estava cada vez mais voltada para resistir e levar o confronto à disputa por pênaltis.

Nos minutos finais do tempo regulamentar, a situação da Argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos, deixando sua seleção com dez jogadores para toda a prorrogação.

Mesmo em vantagem numérica, a Espanha precisou manter a tranquilidade. Logo no primeiro tempo da prorrogação, Nico Williams chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado após a arbitragem identificar uma falta de Mikel Merino sobre Nicolás Otamendi na construção da jogada.

A pressão espanhola continuou até que, aos 106 minutos, Ferran Torres finalmente superou Emiliano Martínez e abriu o placar. O gol premiou a seleção que mais procurou a vitória e obrigou a Argentina a abandonar sua postura defensiva.

Nos minutos restantes, os argentinos buscaram o empate com a força que ainda possuíam. Tagliafico e Simeone tiveram oportunidades, mas não conseguiram acertar o gol. A Espanha administrou a vantagem e esperou o apito final para iniciar a comemoração.

A conquista espanhola encerrou a tentativa da Argentina de alcançar o segundo título consecutivo. Campeã em 2022, a seleção sul-americana chegou à decisão buscando sua quarta Copa do Mundo e a possibilidade de repetir um feito que não ocorre desde o bicampeonato brasileiro de 1958 e 1962.

A Espanha, por sua vez, demonstrou durante a final maturidade para não abandonar sua proposta de jogo, mesmo diante da dificuldade para marcar. A equipe controlou a partida, impediu a Argentina de desenvolver seu futebol e teve paciência para insistir até encontrar o gol.

O título também confirma uma nova geração espanhola entre as principais forças do futebol mundial. A combinação entre jovens talentos e jogadores mais experientes produziu uma equipe tecnicamente qualificada, organizada e capaz de assumir o protagonismo nos momentos decisivos.

Dezesseis anos depois da conquista de 2010, a história voltou a apresentar uma coincidência especial. Assim como ocorreu diante da Holanda, na África do Sul, a Espanha precisou da prorrogação para marcar o gol de uma final equilibrada no placar.

Naquela ocasião, Andrés Iniesta foi o herói. Desta vez, o nome decisivo foi Ferran Torres.

A Argentina deixa a competição com a frustração da derrota, mas também com o reconhecimento de ter alcançado mais uma final. A equipe tentou resistir até o último instante, mesmo diante do domínio do adversário e da expulsão que tornou sua missão ainda mais difícil.

O resultado, entretanto, fez justiça ao desempenho apresentado dentro de campo. A Espanha foi a seleção que buscou o gol, controlou o jogo e assumiu os riscos necessários para conquistar o título.

Depois de 120 minutos de tensão, domínio e persistência, o futebol mundial ganhou novamente as cores espanholas.

A Espanha é bicampeã do mundo.

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