BOLSONARO PRESO FEZ MAIS QUE LULA

Em 2018, com Lula preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o PT elegeu 56 deputados federais e quatro senadores. Oito anos depois, com Jair Bolsonaro também preso, o PL alcançou resultado parlamentar muito superior: 121 deputados federais e 19 senadores.

A comparação ganha ainda mais peso pelas condições impostas a cada um. Lula estava fisicamente encarcerado, mas manteve contato frequente com advogados, dirigentes partidários, parlamentares, aliados e visitantes, além de transmitir cartas, orientações e mensagens políticas para fora da prisão. Fernando Haddad, por exemplo, reuniu-se diversas vezes com ele durante a campanha de 2018.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, mas está submetido a forte isolamento político e comunicacional. Não pode usar celular, redes sociais ou se valer de terceiros para divulgar manifestações políticas, tem visitas severamente controladas e não participa livremente de entrevistas ou da campanha. Seu contato externo está concentrado essencialmente em familiares autorizados e advogados.

Ainda assim, somados Câmara e Senado, o PL chega a 140 parlamentares eleitos contra 60 do PT em 2018. E essa conta nem inclui candidatos de outras legendas claramente identificados com o bolsonarismo. O dado objetivo é contundente: mesmo praticamente fora da campanha e sob restrições de comunicação muito maiores, Bolsonaro demonstrou capacidade de transferência eleitoral ao Congresso significativamente superior à de Lula quando também estava preso

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