Pequenos negócios sentem o baque: quase metade das empresas de SC viu o faturamento cair

Foto: Tânia Rego – Agência Brasil

O sinal de alerta está aceso para os pequenos negócios de Santa Catarina. O segundo trimestre de 2026 foi marcado por queda no faturamento, aumento dos custos e dificuldades para conquistar clientes, segundo levantamento do Observatório de Negócios do Sebrae/SC.

Entre abril e junho, 45,9% dos pequenos negócios catarinenses relataram redução nas receitas. Na média, a variação do faturamento ficou negativa em 10,3%, enquanto menos de um quarto das empresas pesquisadas conseguiu registrar crescimento no período.

Entre os principais problemas apontados pelos empreendedores estão justamente a falta de clientes e o aumento dos custos. O cenário pressiona principalmente micro e pequenas empresas, que possuem menor margem para absorver aumentos de despesas e oscilações nas vendas.

Norte catarinense se destaca na abertura de empresas

Apesar das dificuldades enfrentadas por quem já está no mercado, Santa Catarina continua registrando forte movimento de abertura de empresas. No segundo trimestre de 2026, foram criados 79.442 pequenos negócios, crescimento de 14,7% na comparação com o mesmo período de 2025.

A região Norte teve participação importante nesse movimento, concentrando 18,9% das novas empresas abertas no estado. Somadas, as regiões Norte, Grande Florianópolis e Foz do Itajaí responderam por 61% das novas empresas catarinenses no período.

Os números têm reflexo importante para municípios do Norte e Planalto Norte catarinense, região que reúne cidades como Mafra, Itaiópolis, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul, Canoinhas, Três Barras e região, com uma economia fortemente ligada à indústria, comércio, serviços, agronegócio e aos setores madeireiro e moveleiro.

Serviços lideram novos negócios

O setor de serviços respondeu por 63,8% das empresas abertas em Santa Catarina no segundo trimestre, com 50.705 novos negócios. Na sequência aparecem comércio, com 16,4%; indústria, com 10,3%; construção, 8,7%; e agropecuária, 0,6%.

O Microempreendedor Individual também continua tendo peso expressivo. Dos 79.442 pequenos negócios abertos entre abril e junho, 60.880 foram registrados como MEIs, representando 76,6% do total.

Alto Vale também mantém forte presença empreendedora

No Alto Vale do Itajaí, o empreendedorismo também possui forte presença na economia regional. Em 2026, municípios como Presidente Getúlio, Laurentino, Rio do Campo e Salete receberam o Selo Diamante do Sebrae pelo trabalho desenvolvido pelas Salas do Empreendedor, colocando a região em destaque estadual.

Os dados sobre a queda de faturamento, porém, são estaduais. Portanto, não é possível afirmar que os 45,9% registrados em Santa Catarina sejam exatamente os mesmos no Planalto Norte, Norte catarinense ou Alto Vale do Itajaí.

O levantamento revela um contraste importante na economia catarinense: enquanto novas empresas continuam surgindo em ritmo acelerado, uma parcela significativa dos pequenos negócios que já estão no mercado enfrenta dificuldades para manter as receitas.

Para os empresários, o cenário exige atenção. Com custos elevados, consumidores mais disputados e margens pressionadas, conquistar clientes e transformar movimento econômico em faturamento tornou-se um dos grandes desafios de 2026.

Matéria produzida pelo nosso parceiro D+News

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