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O técnico italiano Carlo Ancelotti, assume hoje a principal posição de um ser humano no país. Nada do Presidente da República, do Presidente do Senado ou da Câmara dos Deputados muito menos do Supremo Tribunal Federal. Por um bom espaço de tempo, a partir das 17h, o Brasil voltará sua atenção para a solenidade da Confederação Brasileira de Futebol, com o anúncio oficial dos 26 jogadores que irão para a Copa do Mundo, a ser realizada em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

Sabedor da sua indiscutível responsabilidade e, mais ainda, da importância que o momento nos representa, Ancelotti terá que dar muitas explicações sobre os nomes a serem anunciados e, muito mais ainda, sobre um deles: Neymar.

Convocando ou não o atacante, Ancelotti será cobrado pelas duas alas que, no futebol, agem como na política: são radicais tanto quanto os das extremas direita e esquerda. Eu, por exemplo, integro uma delas.

A última chance

Aos 34 anos de idade, Neymar sabe que “é agora, ou nunca”. Hoje é a sua derradeira chance de calar os críticos e tentar se eternizar entre os maiores do futebol como um dos seus craques eternos. Só assim, vencendo uma Copa do Mundo, ele conseguiria deixar para trás as contestações que o perseguem há muito tempo e o fazem sentir-se profundamente injustiçado.

De minha parte acho que Neymar virou bode expiatório num esporte onde todos jogam sujo.

Neymar pôs na cabeça que nessa Copa poderá ter a derradeira oportunidade de eternizar a sua passagem pela amarelinha nacional. Para isso, não abdicou do sacrifício que poucos conhecem e muitos teimam em duvidar, de uma rotina extraordinária de tratamento médico, de treinos, alimentação especial, superação física e pessoal e, acima de tudo, de superar o descrédito.

Eu acredito

Não vejo razões para Ancelotti não levar Neymar para a Copa do Mundo. Sempre elogiado por sua liderança e protagonismo no time, o atacante conta com o carinho e o respeito por parte de todo o elenco e tem em seu histórico um fato que ninguém pode esconder. Mesmo que não seja titular, e não deve ser, quem mais pode, num momento de dificuldade receber a missão de entrar em campo e resolver um problema ofensivo? Talvez, além dele, só Vini Jr, já está garantido entre os convocados.

Então, Carletto: Neymar neles!

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