Exceção a exagerada implicância contra Neymar, o que mais se destaca nos noticiários esportivos são assuntos contando em detalhes o caos financeiro que domina os clubes brasileiros.

Poucos escapam dessa “varredura” que os especialistas em futebol fazem apoiados nas manifestações dos economistas esportivos de plantão.

Todos apontam os fatos, mas poucos se preocupam com as causas. E como o problema diz respeito aos dois tipos de administração – o associativo (clubes com a chamada administração raiz) e as SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol que ainda não conseguiram se firmar no Brasil) – é fácil deduzir que o problema está mais exposto do que se imagina.

A falta de um melhor gerenciamento financeiro e administrativo desponta em todos os dados apresentados.

Até mesmo os chamados grandes clubes que aumentaram consideravelmente suas arrecadações, entraram na onda do descontrole financeiro e exageraram nas despesas. Nem todas fundamentadas.

Um exemplo

Apenas um, entre dezenas. E de um clube grande, com alto poder financeiro, mas que está cada dia mais enterrado com sua má administração: o São Paulo FC.

Em grave crise financeira, o clube perdeu milhões de reais ao ser eliminado pelo Juventude, na Copa do Brasil. Logo de cara, deixou de faturar R$ 3 milhões, prêmio da CBF aos clubes garantidos nas oitavas de final. E ainda por cima demitiu o técnico Roger Machado o que vai lhe custar mais R$ 2,4 milhões, que equivalem a três meses de salário do treinador. Não custa lembrar que o Tricolor já deve mais de R$ 10 milhões aos três últimos técnicos: Dorival Júnior, Zubeldia e Hernán Crespo.

Quem se dispuser a pesquisar, encontrará dezenas de outros iguais exemplos pelo futebol afora, onde grande e pequenos estão no mesmo e perigoso caminho.

Os sobreviventes

Agora são apenas 16 dos 126 clubes que começaram a Copa Betano do Brasil. E, entre os seis catarinenses que iniciaram a competição (Avaí, Chapecoense, Barra, Figueirense, Santa Catarina e Joinville) apenas a Chapecoense se habilitou para a chamada oitavas de final e ao faturamento de R$ 3 milhões de premiação.

Os sobreviventes são Athletico (PR), Atlético-MG, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Juventude, Mirassol, Palmeiras, Remo, Santos, Vasco e Vitória.

Apenas Fortaleza e Juventude (Série B) não são da “elite” nacional, que teve gigantes como Flamengo, Botafogo e São Paulo, desclassificados.

O sorteio da próxima fase será no dia 26 de maio, às 11h (de Brasília).

Destaques

Enquanto a Chapecoense, em casa, mostrou incrível recuperação, desbancando o Botafogo (seu colega de série A) com uma inquestionável vitória de 2 a 0, o Barra, apesar da derrota por 1 a 0 para o Corinthians, em São Paulo, também deve ser enaltecido. Foi uma disputa com uma desigualdade imensurável: de um lado o centenário e poderoso Corinthians, atual tetracampeão da competição contra um jovem de apenas 13 anos, promissor, mas recém projetado para o futebol nacional, que orgulhou o futebol catarinense.

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