Neymar incomoda porque venceu, escolheu e nunca pediu licença para ser quem é.

Craque brasileiro segue sendo alvo de críticas que muitas vezes dizem menos sobre futebol e mais sobre hipocrisia, militância e inveja.

Quando a hipocrisia impera, quando a militância reage e quando a inveja fala mais alto, o alvo quase sempre é alguém que ousou vencer. No Brasil, poucos personagens traduzem isso com tanta clareza quanto Neymar.

Ele é jovem, mas parece não ter o direito de gostar de festa. Tornou-se bilionário, mas se usa algo caro, logo aparece alguém para chamar de ostentação. Fez uma opção política que não agradou determinados setores, então, para alguns, deixou de merecer respeito. Vive sua vida pessoal, erra, acerta, se expõe, paga o preço da fama e, mesmo assim, continua sendo tratado como se fosse uma exceção moral em um país onde muitos cobram virtude dos outros sem olhar para o próprio espelho.

Neymar incomoda porque venceu. E vitória, no Brasil, muitas vezes desperta admiração, mas também desperta inveja. O sucesso alheio machuca quem não consegue conviver com a conquista do outro. Quando a pessoa não consegue alcançar, tenta diminuir. Quando não consegue aplaudir, agride. Quando não consegue reconhecer, procura defeitos.

Dito isso, este portal prefere olhar para o essencial. Neymar é um jogador excepcional, diferenciado, raro. Um craque no sentido mais completo da palavra. Foi protagonista no Santos, brilhou no Barcelona, foi campeão por onde passou e se tornou o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira. Quem tenta apagar isso não está analisando futebol. Está tentando reescrever a realidade.

Preferimos agradecer Neymar, ao lado dos demais atletas, pelo ouro olímpico conquistado em 2016, no Maracanã, título que faltava à história do futebol brasileiro. Preferimos lembrar daquele jogador que assumiu a responsabilidade, bateu o pênalti decisivo e colocou o Brasil no lugar mais alto do pódio olímpico.

Preferimos reconhecer também o Neymar que ajuda fora de campo. O Instituto Projeto Neymar Jr., em Praia Grande, tem capacidade para atender milhares de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, além de impactar suas famílias por meio de ações ligadas à educação, esporte, cultura e saúde. É um trabalho social concreto, permanente e muito maior do que a crítica fácil costuma admitir.

Preferimos agradecer ao Neymar que se mobilizou nas enchentes do Rio Grande do Sul, colocando aeronaves à disposição e enviando ajuda humanitária em um momento de dor para milhares de famílias gaúchas. Preferimos reconhecer também o gesto recente de solidariedade com as vítimas do terremoto na Venezuela, com doação estimada em US$ 250 mil, cerca de R$ 1,3 milhão, para ações emergenciais.

Preferimos enxergar o bom pai que ele demonstra ser, o atleta que chora em público por uma derrota, mesmo quando os donos da maldade dizem que é encenação. Preferimos ver um jogador que briga, encara adversários, chama responsabilidade e sente a camisa, em vez de alguém que simplesmente amarela.

Neymar não é perfeito. Ninguém é. Mas a exigência seletiva contra ele revela muito sobre quem critica. Muitos não querem analisar o jogador. Querem punir a pessoa. Punir o estilo de vida. Punir a independência. Punir a opinião. Punir o sucesso.

A hipocrisia vai continuar. A militância terá que engolir o tamanho da história que ele construiu. E os invejosos, infelizmente para eles, talvez sofram ainda mais cada vez que Neymar seguir vencendo, seja no futebol, seja na vida.

Obrigado, Neymar. Por ser craque. Por ser brasileiro. Por representar, com talento e personalidade, uma geração inteira do nosso futebol. Que continue sua jornada com vitórias, dentro e fora de campo.

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