O 8º Fórum CLIA Brasil 2026 reúne, em Brasília, autoridades, executivos das principais armadoras, representantes de portos e terminais e entidades do turismo para discutir os gargalos e as perspectivas de expansão da indústria de cruzeiros no Brasil. Entre os temas do encontro estão infraestrutura portuária, ambiente regulatório, custos operacionais, segurança jurídica, previsibilidade para investimentos e ampliação dos roteiros.

A CLIA também tem apresentado ao poder público uma agenda de reivindicações para tornar o Brasil mais competitivo, com redução de custos tributários e operacionais, simplificação regulatória, melhoria da infraestrutura portuária, dragagem, atualização de cartas náuticas, terminais de passageiros e criação de novos destinos com estruturas adequadas para receber os navios. A entidade sustenta que esses fatores são determinantes para que as armadoras decidam onde posicionar seus navios e ampliar suas operações no país.

Ernesto São Thiago participa do encontro como consultor da Brasilcruise – Associação Brasileira dos Terminais de Cruzeiros Marítimos e vem defendendo que as próprias companhias de cruzeiros participem dos investimentos em terminais brasileiros, como já fazem em importantes mercados internacionais. Um dos exemplos mais expressivos é o da MSC, que investiu cerca de € 350 milhões em seu terminal no PortMiami, projetado para receber até três navios simultaneamente e movimentar até 36 mil passageiros por dia.

A ideia, segundo Ernesto, é que o Brasil avance para modelos semelhantes, nos quais armadoras, poder público e operadores portuários possam compartilhar investimentos e compromissos de longo prazo, criando infraestrutura adequada e, ao mesmo tempo, dando às companhias maior interesse em ampliar suas operações no país. O tema já foi abordado por Ernesto em artigo publicado aqui no DMA Notícias, dentro de sua defesa de uma infraestrutura marítima mais compatível com o potencial brasileiro.

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