Durante 53 anos, fiz perguntas.

Projeto DMA – POR QUE SOU CANDIDATO

Cobrei governos, acompanhei eleições, denunciei problemas, entrevistei autoridades e procurei levar aos catarinenses aquilo que sempre considerei essencial — informação, verdade e independência.

Passei boa parte da minha vida diante de uma câmera e de um microfone. Vi o poder de perto. Vi bons exemplos, mas também vi promessas esquecidas, desperdício de dinheiro público, decisões distantes da realidade das pessoas e uma política que, muitas vezes, parece falar mais para si mesma do que para quem está lá fora trabalhando, produzindo e pagando impostos.

Depois de tanto tempo cobrando respostas, chegou um momento em que comecei a fazer uma pergunta a mim mesmo.

Até quando vou apenas cobrar de quem está lá?

Foi quando percebi que poderia fazer mais.

Minha decisão de ser candidato a deputado federal não nasceu de um projeto de carreira política. Nasceu de uma vida inteira acompanhando o Brasil e, principalmente, de mais de três décadas vivendo Santa Catarina.

Santa Catarina me acolheu. Aqui construí minha história, minha carreira, minhas amizades e uma relação profunda com milhares de catarinenses. Percorri este Estado, conheci suas cidades, conversei com empresários, trabalhadores, agricultores, lideranças e famílias. Aprendi a admirar um povo que trabalha muito, produz muito e não espera que o governo faça tudo por ele.

E talvez por conhecer tão bem essa força eu também tenha aprendido a me incomodar quando Santa Catarina não recebe o respeito e o espaço que merece.

É por isso que decidi entrar na política.

Não estou trocando de lado. Estou mudando as armas.

Durante décadas, minhas armas foram a palavra, a informação, a pergunta e o microfone. Agora quero somar a elas o voto, a tribuna e a capacidade de participar diretamente das decisões que interferem na vida das pessoas.

Sei que essa escolha também muda a minha responsabilidade.

Quem passou a vida cobrando precisa estar preparado para ser cobrado.

E eu estou.

Não quero chegar a Brasília para aprender como funciona o poder. Passei mais de meio século observando seus bastidores, seus acertos, seus erros e suas contradições. Quero levar essa experiência para defender aquilo em que acredito  liberdade, segurança, responsabilidade com o dinheiro público e respeito por quem trabalha e produz.

Não preciso da política para construir uma história. Aos 53 anos de jornalismo, essa história já existe.

Entro na política porque acredito que experiência também precisa virar atitude.

Poderia encerrar minha trajetória olhando para trás e dizendo que cumpri minha missão. Preferi olhar para frente e assumir uma nova.

Durante uma vida, contei histórias, fiz perguntas e cobrei respostas.

Agora quero ajudar a construí-las.

Depois de tantos anos dando voz a Santa Catarina, quero fazer essa voz chegar ainda mais forte a Brasília.

É por isso que sou candidato a deputado federal com o número 1011.

Sobre o autor

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