Em véspera de Copa do Mundo repercutem assuntos relacionados ao maior evento esportivo do Planeta, sempre direcionados de acordo com os interesses de cada País ou seu veículo de comunicação.

Agora, por exemplo, a imprensa – não sei a mundial, mas a brasileira – oferece generosos espaços para destacar fatos ligados à competição comandada pela FIFA.

Contrário as ações do primeiro mandatário americano, quem se acha prejudicado abastece seu público com alguns fatos e muitos factoides. Outro dia foi assunto nos principais noticiários a vaia que o Presidente americano Donald Trump recebeu assim que apareceu o telão do Madison Square Garden, durante a execução do hino americano, num jogo da NBA (principal liga de basquete profissional da América do Norte). Soberano, Trump ouviu a manifestação, viu seu time perder, cochilou no camarote e foi embora antes do fim da partida.

A grande mídia do Brasil encheu seus pulmões, ignorando que arquibancada de estádio vaia tudo e todos (até um minuto de silêncio ou seus ídolos) desde os tempos do Coliseu.

Alguns esqueceram que em 2007, o presidente Lula foi vaiado de forma estrondosa no Maracanã, na abertura do Pan-Americano. Elas foram tão fortes que ele desistiu do discurso protocolar e deixou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman declarar os jogos abertos.

O fato novo

Agora o destaque é para a proibição da entrada de dirigentes de alguns países cujas ligações diplomáticas com os Estados Unidos estão estremecidas.

Por exemplo, o árbitro Omar Abdulkadir Artan (34) foi barrado no aeroporto de Miami e deportado, sendo cortado da lista oficial da FIFA. Sem dúvida, um momento lamentável para a carreira de quem passou tanto tempo se preparando para o sonho de chegar à uma Copa do Mundo.

As razões

Cito os fatos, sem qualquer envolvimento político – que não é minha área e detesto jornalista esportivo nela se metendo – para lembrar que, enfim, a FIFA conheceu alguém mais soberano do que ela.

Diferente do que ocorre em outros países onde ela manda e desmanda – e fez isso no Brasil, em 2014, impondo a Lei Geral Da Copa – nos Estados Unidos a FIFA terá que se submeter à defesa da soberania dos Estados Unidos, onde entre sorrisos e afagos, Trump deve ter dito ao presidente Gianni Infantino “aqui, não!”

Talvez reste para a entidade máxima do futebol o pouco que lhe oferecem México e possivelmente o Canadá, que completam a tríplice sede do Mundial de 2026.

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