Reincidência que envergonha o Parlamento: Rogério Corrêa, fake news e agressão física não cabem no mandato
Após decisão da Justiça do DF obrigando retratação por montagem feita com IA, deputado do PT/MG voltou ao centro de um episódio grave na CPMI do INSS: vídeo registra confronto físico com Luiz Lima (Novo/RJ) depois da votação que aprovou quebra de sigilo de Lulinha — um roteiro que exige resposta institucional.

Este portal tem posição clara: o Congresso Nacional não pode ser transformado em palco de desinformação nem em ringue. E, infelizmente, o deputado federal Rogério Corrêa (PT/MG) vem acumulando episódios que denigrem a imagem do Parlamento e afrontam o mínimo esperado de decoro.
Poucos dias atrás, a Justiça do Distrito Federal determinou que o parlamentar se retratasse por ter divulgado uma montagem criada por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master) e Roberto Campos Neto. A decisão ainda impôs restrições para impedir novas republicações sob pena de multa. Em outras palavras: não foi “polêmica de rede social”. Foi intervenção judicial para conter um conteúdo classificado como montagem/ilícito no contexto da ação.
Hoje, o roteiro piorou. Na CPMI do INSS, após a aprovação do requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), a sessão descambou para confusão, e registros em vídeo mostram Rogério Corrêa em confronto físico com o deputado Luiz Lima (Novo/RJ).
Aqui é preciso separar as coisas com honestidade: quebra de sigilo não é condenação. É instrumento investigativo para aprofundar apurações. A CPMI aprovou requerimentos para seguir investigando, ponto. O que não é aceitável é a reação desproporcional que leva a agressão, empurra-empurra e paralisação dos trabalhos — justamente em uma comissão que deveria entregar respostas a quem mais importa: aposentados e pensionistas prejudicados por fraudes.
O Congresso existe para debate, fiscalização e produção de leis. Quando um deputado reincide em episódios que envolvem desinformação e, agora, violência física, a instituição precisa reagir com mecanismos próprios — sob pena de normalizar o inaceitável. Por isso, este portal entende que o caso deve ser levado ao Conselho/Comissão de Ética, com apuração rigorosa e consequência proporcional, inclusive com discussão de cassação por quebra de decoro parlamentar, se assim ficar caracterizado no processo disciplinar.
O Brasil não precisa de parlamentares que substituam argumentos por espetáculo. Precisa de representantes que debatam mérito, enfrentem problemas reais e respeitem a democracia — que começa pelo respeito ao outro, inclusive ao adversário.
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