Carol de Toni e Carlos Bolsonaro são eleitos senadores por Santa Catarina

Eleição dos dois candidatos do PL coloca as três cadeiras catarinenses no Senado nas mãos do mesmo partido, já representado por Jorge Seif.

Santa Catarina elegeu Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, para as duas vagas em disputa no Senado Federal.

Com o resultado matematicamente definido, os dois passam a representar o estado a partir de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos.

A eleição confirma nas urnas a força que o PL construiu em Santa Catarina e produz uma situação política especialmente relevante: Carol e Carlos se juntarão ao senador Jorge Seif, também do PL, cujo mandato iniciado em 2023 segue até 2031.

Com isso, as três cadeiras de Santa Catarina no Senado Federal passam a ser ocupadas por parlamentares do mesmo partido.

Carol de Toni chegou à eleição com uma trajetória política já consolidada no estado.

Deputada federal por dois mandatos, ela havia sido a parlamentar mais votada de Santa Catarina para a Câmara em 2022 e entrou na disputa pelo Senado como um dos principais nomes do campo conservador catarinense.

Durante praticamente toda a campanha, Carol se manteve competitiva na disputa pelas duas vagas. Na última pesquisa Quaest antes da eleição, divulgada no sábado (3), liderava com 30% dos votos válidos, seguida por Carlos Bolsonaro, com 24%, e Esperidião Amin, com 20%.

Sua eleição representa também o reconhecimento eleitoral de uma trajetória construída dentro da própria política catarinense e de sua atuação na Câmara dos Deputados.

A situação de Carlos Bolsonaro foi diferente.

Ex-vereador do Rio de Janeiro, ele transferiu seu projeto político para Santa Catarina e enfrentou durante a campanha questionamentos de adversários justamente por sua ligação recente com o estado.

Sua candidatura alterou inclusive a composição originalmente imaginada para a disputa ao Senado. Antes de sua entrada, as articulações apontavam para uma chapa formada por Carol de Toni e Esperidião Amin. A decisão do PL de lançar Carlos ao lado de Carol reorganizou as alianças e levou Amin a disputar a eleição por outra composição.

Carlos construiu sua campanha fortemente associado ao capital político da família Bolsonaro.

O sobrenome, a identificação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a força do eleitorado bolsonarista e conservador em Santa Catarina foram elementos centrais de sua candidatura. Durante a campanha, o próprio Carlos vinculou sua atuação futura no Senado à proximidade política com seu irmão Flávio Bolsonaro e manteve o discurso alinhado ao grupo político liderado pelo pai.

As urnas mostram que essa estratégia encontrou respaldo suficiente entre os catarinenses para garantir uma das duas vagas.

O resultado também consolida uma configuração inédita para a representação catarinense no Senado.

Jorge Seif, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.

Três senadores.

Os três do PL.

Além do significado estadual, a eleição dos dois novos senadores contribui para a ampliação da bancada do partido numa eleição em que 54 das 81 cadeiras do Senado estão sendo renovadas.

Para Santa Catarina, começa agora uma nova configuração de representação em Brasília.

Carol de Toni chega ao Senado depois de construir sua trajetória política no estado e passar pela Câmara dos Deputados.

Carlos Bolsonaro chega depois de uma aposta política diferente: deixou a política municipal do Rio de Janeiro, escolheu Santa Catarina para disputar uma vaga nacional e encontrou no eleitorado catarinense respaldo para o projeto.

E ambos encontrarão em Brasília um companheiro de partido já na metade de seu mandato.

A partir de 2027, portanto, Santa Catarina terá sua representação no Senado inteiramente formada pelo PL.

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