Ângelo Coronel rompe com campo lulista na Bahia e declara apoio a Flávio Bolsonaro

A decisão do senador baiano de deixar a aliança ligada a Lula e migrar para a oposição amplia a crise política no palanque governista da Bahia e reforça o peso nacional da disputa estadual de 2026.

Imagem gerada por IA

O senador Ângelo Coronel, hoje no Republicanos da Bahia, oficializou um movimento político de forte impacto ao romper com o campo ligado ao presidente Lula e declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em entrevista publicada nesta sexta-feira, Coronel afirmou que seu “voto pessoal” será em Flávio e atribuiu a ruptura à forma como o PT conduziu as articulações eleitorais no estado.

A mudança não surgiu de forma repentina. Ainda no início do ano, Coronel já havia anunciado a saída do PSD, alegando ter sido preterido nas negociações da base governista baiana. Segundo reportagens publicadas à época, o impasse girava em torno da formação de uma chapa majoritária dominada pelo PT, com espaço para Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, deixando Coronel fora do arranjo previamente pactuado.

O próprio senador vinha sinalizando desconforto com essa possibilidade havia meses. Em outubro do ano passado, já criticava publicamente a hipótese de uma chapa “puro-sangue” do PT na Bahia e dizia que esse desenho tornava a permanência da aliança mais difícil. Agora, ao justificar o rompimento, Coronel afirmou que o petismo “abocanhou” todos os espaços e frustrou entendimentos anteriores, consolidando de vez sua passagem para a oposição.

O efeito político da decisão vai além de uma troca de palanque. A saída de Coronel ajuda a redesenhar a disputa baiana de 2026, porque enfraquece a imagem de unidade da base lulista no estado e fortalece o bloco oposicionista que vem sendo articulado em torno de ACM Neto, com participação do PL e apoio ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Reportagem da Veja já apontava Coronel como peça importante nessa composição, ao lado de nomes como João Roma, intensificando a polarização nacional dentro da Bahia.

Politicamente, o episódio também expõe uma fragilidade comum em alianças amplas: elas funcionam enquanto há espaço para acomodação, mas entram em crise quando a disputa por cargos e vagas se impõe. No caso baiano, o rompimento de Coronel sugere que a construção do palanque governista passou a enfrentar mais do que divergências pontuais. Passou a lidar com ressentimento político e perda de confiança entre antigos aliados. Essa leitura é uma baseada nas declarações públicas do senador e nas reportagens sobre a formação da chapa local.

No fim, a decisão de Ângelo Coronel produz um recado claro. A disputa de 2026 na Bahia deixou de ser apenas uma eleição regional e virou parte importante do confronto nacional entre lulismo e bolsonarismo. E, quando um senador baiano troca o campo de Lula pelo apoio a Flávio Bolsonaro, o impacto político naturalmente ultrapassa as fronteiras do estado.

#Politica #Bahia #AngeloCoronel #Lula #FlavioBolsonaro #Eleicoes2026 #PT #Republicanos #PSD #ACMNeto #JoaoRoma #PoliticaBaiana #CenarioPolitico #Hastegs

Sobre o autor

Compartilhar em: