Jorginho larga muito à frente e consolida favoritismo em Santa Catarina
Nova pesquisa AtlasIntel mostra Jorginho Mello em posição amplamente dominante na corrida pelo governo de Santa Catarina, com números de primeiro turno que, nos votos válidos, já o colocariam em faixa de vitória imediata.

A nova pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 1º de abril, reforça de forma clara o tamanho do favoritismo do governador Jorginho Mello na disputa pela reeleição em Santa Catarina. O levantamento, registrado no TSE sob os números BR-01666/2026 e SC-05257/2026, foi realizado entre 25 e 30 de março, ouviu 1.280 eleitores com 16 anos ou mais no estado, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais.
No primeiro cenário testado, Jorginho aparece com 49,4% das intenções de voto, muito à frente de João Rodrigues, que soma 21,4%. Na sequência vêm Gelson Merísio, com 13,8%, Marcelo Brigadeiro, com 5,7%, e Marcos Vieira, com 1,6%. Brancos e nulos somam 5,2%, e 3% disseram não saber.
No segundo cenário, a liderança se mantém praticamente intacta. Jorginho registra 49,9%, João Rodrigues marca 20,9% e Décio Lima aparece com 19,6%. Marcelo Brigadeiro tem 5,7% e Marcos Vieira, 1,3%, enquanto brancos e nulos ficam em 1,1% e os indecisos em 1,5%.
Os números são ainda mais expressivos quando se observa apenas os votos válidos. No primeiro cenário, Jorginho chega a 53,8% dos válidos. No segundo, alcança 51,2%. Isso significa que, se a fotografia captada hoje se repetisse nas urnas, o atual governador teria condições de liquidar a disputa ainda no primeiro turno.
Não se trata apenas de uma liderança estatística. Trata-se de uma liderança consolidada. Jorginho não aparece numericamente à frente por margem estreita ou circunstancial. Ele surge com distância robusta sobre todos os adversários testados, num patamar que obriga qualquer concorrente a fazer mais do que uma campanha competitiva: será preciso produzir uma virada política de grande porte para quebrar a vantagem já construída pelo governador.
Outro ponto relevante é que o favoritismo não se limita ao primeiro turno. Segundo a mesma pesquisa, Jorginho venceria também nos cenários de segundo turno testados, derrotando João Rodrigues por 53,1% a 30,3%, Gelson Merísio por 60,7% a 22,8% e Décio Lima por 59,1% a 26,8%. Isso mostra que sua força não está concentrada apenas na largada da disputa, mas também numa capacidade ampla de agregação eleitoral.
É evidente que eleição não se decide em abril. Campanha muda ambiente, alianças alteram percepções e fatos políticos podem reorganizar o jogo. Mas também seria erro minimizar o que a pesquisa mostra. Hoje, o cenário catarinense tem um nome claramente dominante. Jorginho Mello entra na pré-campanha não apenas como favorito, mas como candidato a ser batido, com uma vantagem que já se aproxima da zona de definição.
Esse quadro ajuda a sustentar a avaliação de que o governador chega forte porque seu governo mantém lastro político consistente. Pesquisas anteriores já mostravam aprovação elevada da gestão, incluindo um levantamento Real Time Big Data divulgado em dezembro de 2025 no qual Jorginho apareceu com 75% de aprovação. Ainda que seja outro instituto e outro momento, o dado ajuda a contextualizar por que o atual governador entra em 2026 com tamanho favoritismo.
No resumo, a AtlasIntel mostra um cenário objetivo: Jorginho Mello lidera com ampla vantagem, transforma a reeleição em possibilidade real de primeiro turno e força seus adversários a correr contra o tempo. João Rodrigues, Décio Lima, Gelson Merísio e os demais nomes ainda têm espaço para construir discurso e tentar reduzir a distância, mas, neste momento, o tabuleiro é francamente favorável ao atual governador.
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